Superação da depressão: como traumas familiares moldaram uma vida

Jovem relata como conflitos na infância desencadearam ansiedade, crises de pânico e dificuldades nos relacionamentos

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A depressão muitas vezes nasce de dores acumuladas ao longo da vida. Esse é o caso de Maria Fernanda, que cresceu em um ambiente familiar conturbado e desenvolveu, ainda jovem, uma forma dura de lidar com sentimentos e relações.

Como alcançar a superação da depressão?

Ela relembra que a infância foi marcada por brigas constantes entre os pais, o que impactou diretamente sua forma de enxergar o mundo. “Eu cresci em um lar onde meus pais brigavam bastante. Tinha muita confusão. Foi quando eu comecei a negligenciar meus sentimentos, ignorar o que eu sentia, achando que aquela era a melhor forma de sobreviver.”

De acordo com ela, esse comportamento se tornou automático com o tempo. “Como fizeram isso comigo, me negligenciaram, eu comecei a fazer isso com as pessoas. Se alguém estava triste, eu falava: ‘é besteira’. Eu sempre fui a durona das relações.”

Reflexos nos relacionamentos e na vida emocional

Dessa forma, a instabilidade dos pais também influenciou diretamente sua forma de se relacionar. “Eles tinham um relacionamento que ia e voltava, e eu acabei pegando isso para mim. Isso refletia em todas as áreas da minha vida.”

Com o passar dos anos, Maria Fernanda decidiu que não queria depender de ninguém. “Eu resolvi que seria uma mulher independente, que ia construir uma carreira. Achava que iria viver sozinha e ser feliz, porque não sabia lidar com outras pessoas.”

Ela acreditava que o isolamento era a melhor forma de evitar sofrimento. “Para mim, relacionamento era sempre ambos se negligenciando. Eu preferia viver sozinha para não me frustrar.”

Ansiedade, crises e dor emocional

Mas apesar da postura firme por fora, os conflitos internos começaram a se intensificar. “Eu desenvolvi depressão durante todo esse processo. Passei por quatro psicólogos, comecei a ter crises de pânico, ansiedade. Eu era extremamente ansiosa.”

Assim a necessidade de controle também afetava suas relações. “Eu queria que as pessoas respondessem na hora, falassem o que sentiam. Minha relação com os outros era muito ansiosa.”

O ponto de virada: observando uma mudança em casa

A mudança começou de forma inesperada, dentro da própria família. Sua mãe passou a buscar ajuda e isso chamou sua atenção. “Minha mãe foi convidada a participar de um acompanhamento. Eu comecei a ver diferença nela — na paciência, na empatia, na forma de se preocupar com as pessoas.”

Curiosa com a transformação, Maria Fernanda decidiu dar uma chance. “Ela começou a me convidar para a Terapia do Amor, e eu me interessei porque eu já não sabia mais o que fazer. Mas eu ainda era muito orgulhosa, achava que encontraria a solução sem reconhecer meus erros”. Foi assim que ela deu o primeiro passo e começou a frequentar os encontros.

Quer saber como está a vida da Maria Fernanda hoje e o que mudou depois dessa decisão? Assista ao vídeo abaixo:

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Colaborador

Rafaella Rizzo I Foto: Reprodução