“Sofri quatro acidentes de carro e ameaças de morte”
A vida de Wesley Jorge era marcada por vícios, promiscuidade e tentativas de suicídio. Veja como ele mudou sua história
Wesley Jorge, de 23 anos, entrou para o mundo dos vícios ainda criança, apesar de frequentar a Universal com sua mãe. Aos 6 anos, ele começou a se masturbar. “Minha família sempre sofreu por causa dos vícios do meu pai. Eu também presenciava as agressões dele contra minha mãe e isso me afetava muito. Desde criança, eu desejava ter uma vida sexual ativa”, diz.

Aos 9 anos, Wesley era revoltado com seu pai e não aguentava mais o sofrimento causado por ele. Quando estava com 17 anos, ele deixou de ir à Igreja, pois queria “curtir” a vida. Foi aí que surgiram novos problemas e os antigos se intensificaram. “Me envolvi com prostituição, ingeria bebidas alcoólicas e usava lança-perfume, maconha, LSD e ecstasy. Cheguei até a cheirar o gás que tem dentro dos frascos de desodorante. Também ia a bailes funk para tentar preencher o vazio que sentia.”
Wesley estava sempre sorrindo na frente dos amigos, mas carregava consigo tristeza, frustrações e desejo de morte. “Quando eu deitava para dormir, tinha diversos pensamentos negativos. Por exemplo: que ninguém me amava e que nunca conseguiria ser feliz no amor. Logo vinham os pensamentos de morte. Eu pensava que morrer fosse a melhor solução.”
Nesse estágio de angústia, Wesley tentou se suicidar três vezes. Em uma das tentativas, ele usou o fio do ferro de passar roupas para se enforcar. “Tinha dias que dava vontade só de dormir e ficar o dia todo deitado. Muitas vezes eu tentava acordar, mas não conseguia.

Sentia que algo me sufocava e me segurava na cama”, lembra.
Aos 20 anos, Wesley se envolveu com a criminalidade. “Meu fundo do poço foi quando comecei a querer ter fama de criminoso, ter a atenção das mulheres e que os homens tivessem medo de mim. Passei a me comportar de forma agressiva e fiz diversas tatuagens.
Pratiquei furtos e até um roubo de carga seguido de sequestro em cárcere privado. Nessa ocasião, fui preso e respondi a dois processos em liberdade. Depois, fui absolvido”, narra.
Além de todos os problemas, Wesley sofreu quatro acidentes automobilísticos e ameaças de morte. Então, certo dia, ele lembrou do que ouvia nas reuniões da Igreja. “Eu estava prestes a ser morto quando pedi ajuda para Deus. Recebi a última chance de voltar para a Igreja e a aproveitei com toda a minha força. Era uma sexta-feira e no sábado eu já tinha me batizado nas águas. Depois de buscar e me entregar totalmente, recebi o Espírito Santo.”
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