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Notícias | 17 de novembro de 2019 - 00:05


Semelhança além da aparência

As irmãs Leila e Ligia tiveram os mesmos problemas e sofrimentos na adolescência. Saiba como foi a mudança delas

Os problemas familiares fizeram com que as gêmeas Leila Martins Soares e Ligia Martins Soares, hoje com 18 anos, se tornassem adolescentes agressivas. “A convivência em casa era muito conturbada e não havia paz dentro do nosso lar por conta das brigas dos nossos pais. Eles não nos davam a atenção de que precisávamos e, por isso, buscávamos atenção fora de casa para nos sentirmos melhor”, conta Leila.

bebidas, festas, depressão, suicídio

Por causa da influência das más amizades, as irmãs começaram a consumir bebidas alcoólicas.

“Queríamos sentir a mesma sensação que nossos amigos que bebiam. Eu não gostava, mas fazia para agradá-los e me encaixar na roda deles. Saíamos para várias festas escondidas dos nosssos pais e com roupas provocantes. Eu, particularmente, tinha o desejo de me relacionar com mulheres e experimentar todos os tipos de drogas”, diz Ligia.

As irmãs sempre estavam juntas tentando fazer algo para suprir a tristeza que sentiam. Contudo o sentimento de vazio e a solidão eram recorrentes. Leila narra como se sentia: “quando estava acompanhada dos ‘amigos’ eu era o centro das atenções e fazia todos rirem, mas, quando ficava sozinha, chorava armaguradamente, pois o que eu tinha era um prazer momentâneo que não preenchia o vazio que existia em mim”.

transformação, pecados, passado

Ligia também carregava a mesma frustração: “eu me sentia vazia, com um aperto no coração. Não entendia o que era aquilo. Mesmo tentando preencher com relacionamentos, bebidas, festas, amigos e com a atenção das pessoas, o vazio e a tristeza só aumentavam.”

As irmãs desenvolveram depressão e desejo de suicídio. “Tínhamos muitos pensamentos de morte e que não havia jeito de termos uma vida boa, mas nunca chegamos a tentar realmente nos matar. Em mim, havia um desejo também de matar a minha mãe e de deixar uma carta de despedida culpando meus familiares por aquela atitude”, relembra Ligia.

Encontrando a Felicidade
Certo dia, Leila e Ligia aceitaram um convite para ir a reunião na Universal. Elas afirmam que no primeiro dia em que estiveram na Igreja perceberam mudanças. “Ninguém nos julgou quando chegamos à Igreja. Lá entendemos que Deus estava vivo e que poderia mudar a nossa vida. Naquele primeiro dia, realmente conhecemos o que era paz e felicidade. Era o que nós tanto procurávamos”, afirma Leila.

Desde aquele dia, as irmãs assumiram uma aliança com Deus. Elas sabem que, apesar das lutas que enfrentam, Ele lhes dá sempre a certeza de que vão vencê-las. A vida de cada uma delas foi transformada. “Eu serei eternamente grata a Deus pela Sua misericórdia e compaixão por mim. Ele não olhou o meu passado, mas me aceitou cheia de falhas, defeitos e pecados e me transformou. Hoje sou feliz de verdade. Deus é a minha realização em todos os lugares e momentos”, diz Ligia.

Leila completa: “é notória a transformação que Deus fez em minha vida. Antes, eu era influenciada para o mal. Hoje, por meio dEle, influencio para o bem e ajudo as pessoas. O vazio que eu tentava preencher e não conseguia foi preenchido pelo Espírito Santo”, conclui.


  • Camila Teodoro / Fotos: FJU MG e Cedidas 


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