Sem medo ou vergonha da andropausa

Saiba lidar com a deficiência de testosterona que atinge um em cada quatro homens

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A andropausa atinge um em cada quatro homens acima de 50 anos, com sintomas que podem variar desde o cansaço e o mau humor até a diminuição da potência sexual (veja mais ao lado). De acordo com João Manzano, urologista do Hospital Moriah e professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o termo correto dessa condição é deficiência de testosterona de início tardio. “A queda desse hormônio nos homens é gradual e variável, diferentemente da menopausa feminina, e nem todos eles desenvolverão deficiência significativa de testosterona”, observa.

Crença equivocada

Manzano avalia que muitos têm vergonha do problema e interpretam os sintomas como sinal de fraqueza. “Existe a crença equivocada de que todos os sintomas fazem parte do envelhecimento normal e há uma cultura que associa masculinidade à força, à produtividade e ao desempenho sexual.”
Ele lembra que existem outros fatores que impactam as características masculinas. “A testosterona influencia libido, função sexual, massa muscular e disposição física, mas a masculinidade não depende só dela. Saúde cardiovascular, equilíbrio emocional, qualidade do sono e relacionamentos também influenciam a virilidade”, diz.

Estilo de vida

Embora seja impossível impedir completamente as alterações hormonais do envelhecimento, é possível reduzir o risco de deficiência precoce por meio do estilo de vida. “Os homens permanecem ativos profissional, social e sexualmente por mais tempo e a saúde hormonal deve ser vista em conjunto com a prevenção cardiovascular, o controle metabólico, a saúde mental e a qualidade de vida”, recomenda.

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Colaborador

Eduardo Prestes / Arte: Gean França