Ressocialização gera economia de pelo menos R$ 538,1 milhões por ano
Trabalho feito pela Universal no sistema prisional recupera vidas e diminui despesas públicas. Com a imunidade tributária, o impacto dos projetos sociais mantidos pela Igreja pode ser ainda maior
Cada pessoa presa no Brasil tem um custo médio para os cofres públicos de R$ 2.637,75 por mês, segundo dados de 2025 da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN). São cerca de 670 mil pessoas presas em celas físicas no sistema penitenciário e cerca de 845 mil ao todo. Já a despesa total anual gerada ao Estado chega à marca de R$ 26,76 bilhões. É possível reduzir esse custo?
Uma parte da solução
A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/2023 pela Câmara dos Deputados representa um marco fundamental ao reforçar e consolidar a imunidade tributária para os templos de qualquer culto. A medida reconhece o valor inestimável e o alcance social das instituições religiosas, cujas ações dão alívio financeiro aos cofres públicos.
Para a Igreja Universal, por exemplo, a imunidade garante a manutenção e a expansão de seus projetos assistenciais, permitindo que recursos sejam integralmente revertidos em apoio material, humanitário e espiritual voltado à população vulnerável. Essas ações alcançam recantos onde o Estado muitas vezes tem dificuldades para restaurar vidas. Um exemplo disso é o trabalho feito com pessoas privadas de liberdade.
“Casos perdidos”
O grupo Universal nos Presídios (UNP) desempenha um papel de ressocialização crucial. Como explica o Pastor Clodoaldo Rocha Oliveira, responsável nacional pelo UNP, a Palavra de Deus é a responsável por transformar vidas rotuladas como “casos perdidos”.
O UNP conta com 436 espaços e 81 igrejas inauguradas dentro dos presídios, além do apoio contínuo de 27 mil policiais penais. Em suas ações, o grupo apoia 358 mil famílias e acompanha mensalmente entre 180 mil e 210 mil detentos. Como resultado direto do trabalho espiritual e dos cursos de capacitação profissional, o UNP contabilizou a ressocialização efetiva de 17 mil pessoas.
O custo do sistema prisional
R$ 2.637,75 por mês
É o custo de cada pessoa presa no Brasil, segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), com dados de 2025.
R$ 26,76 bilhões
É o valor gasto por ano pelo Estado com a manutenção do sistema carcerário, entre gastos com pessoal e outras despesas operacionais, segundo a SENAPPEN.
O valor gerado pela universal
17 mil detentos ressocializados
É o número de pessoas que foram reintegradas à sociedade com a ajuda do trabalho espiritual e dos cursos de capacitação profissional oferecidos pelo grupo UNP.
R$ 538,1 milhões
É a economia gerada por ano pela ressocialização, já que essas pessoas não voltam para a prisão.
Apoio aos jovens
O trabalho de reinserção se estende aos jovens em cumprimento de medidas socioeducativas por meio do grupo Universal Socioeducativo (USE). O Pastor Ricardo Steinbach, responsável pelo USE, explica que o projeto atua na ressocialização de jovens acompanhados pelo Estado, além de atender crianças e adolescentes em abrigos.
O grupo oferece apoio espiritual, emocional, psicológico, cursos, palestras, suporte jurídico e até alimentação para os familiares dos atendidos. O balanço do USE indica 148.398 pessoas assistidas de janeiro a novembro de 2025 e 450 jovens integrados à sociedade no ano passado.
O custo do sistemas socieducativo
R$ 10,4 mil por mês
É o custo público médio de manutenção de um jovem no sistema socioeducativo, segundo levantamento do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) de 2021. O valor varia de acordo com o estado: alguns destinam menos de R$ 3 mil mensais, enquanto outros destinam até R$ 20 mil por mês.
O benefício da Universal
450 jovens integrados à sociedade
É o número de jovens que saíram da criminalidade em 2025 com a ajuda do trabalho do grupo Universal Socioeducativo (USE).
R$ 4,6 milhões mensais
É a economia mensal gerada pela integração de jovens promovida pelo USE.
Ele ganhou um recomeço
Criado em um lar desestruturado, Thiago buscou nas drogas uma forma de preencher o vazio e o ódio que sentia. O vício o arrastou para o tráfico, os roubos e a situação de rua na Praça da Sé, em São Paulo (SP). O rumo da sua vida mudou ao ser alcançado pelo Universal Socioeducativo, onde ouviu uma Palavra de fé enquanto cumpria medida na Fundação CASA. Hoje, livre dos vícios, Thiago dedica sua vida a ajudar outros jovens a recomeçarem.
Thiago Souza Gonçalves Marques, 20 anos
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