Resistência à insulina: entenda os riscos
Saiba o que caracteriza essa alteração e como evitar que ela evolua para o diabetes
Muitas pessoas têm dúvidas se a resistência à insulina é uma doença e se necessariamente evolui para o diabetes. A médica Siomara Taiul, endocrinologista da clínica Eye Corp, em São Paulo, explica que ela não é considerada uma doença isolada, mas uma alteração metabólica.
“Ocorre quando as células do corpo, especialmente dos músculos, da gordura e do fígado, deixam de responder adequadamente à insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que permite a entrada da glicose nas células para gerar energia.”
Condições diferentes
A especialista ressalta que diabetes e resistência à insulina são condições diferentes. “O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o sistema imunológico destrói as células do pâncreas que produzem insulina, fazendo com que o paciente produza pouca ou nenhuma quantidade do hormônio e necessite de aplicação contínua de insulina. Já o diabetes tipo 2 é uma doença crônica em que o pâncreas não consegue suprir a demanda do organismo, a resistência à insulina aumenta e a glicemia permanece elevada em jejum.”
Estilo de vida
Siomara afirma que a resistência à insulina nem sempre evolui para o diabetes. “É reversível quando há intervenção precoce no estilo de vida.
Porém, se persistir por anos, o pâncreas pode entrar em exaustão, levando ao pré-diabetes e, posteriormente, ao diabetes tipo 2, além de aumentar os triglicerídeos, reduzir o colesterol ‘bom’ (HDL) e favorecer hipertensão, doenças cardiovasculares, gordura no fígado e desequilíbrios hormonais.”
Veja abaixo as orientações da especialista para prevenir e lidar com a resistência à insulina.
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