Relacionamento tóxico e traição: quando o amor vira dependência

Como insegurança, carência emocional e infidelidade marcaram a história de Nicolle e Luiz antes da mudança

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Relacionamento tóxico e traição costumam começar de forma silenciosa, quase imperceptível, até se tornarem uma dor constante. Foi assim que Nicolle Flores se viu envolvida em uma relação marcada por insegurança, medo e anulação pessoal. O que começou como algo sem compromisso se transformou em dependência emocional, controle e sofrimento — uma realidade vivida por muitos que acreditam que o amor pode nascer da dor.

Relacionamento tóxico e traição desde o início

Nicolle conta que sempre soube quem Luiz era. “Eu sabia que ele era um homem mulherengo. Mas na minha cabeça não ia ser um relacionamento sério, ia ser um passatempo, tanto para mim quanto para ele. Aconteceu que eu me apaixonei”, relata.

Luiz, por sua vez, não escondia o comportamento. “Eu era viciado em traição. Sempre buscava possibilidades de me envolver com outras mulheres”, admite. Para ele, a relação não passava de diversão. “Eu deixava claro que a gente não tinha um relacionamento e que ela não podia cobrar.”

Mesmo assim, Nicolle aceitou se manter naquela condição. “Eu me diminuí o máximo que eu pude para caber no espaço que ele estava cedendo a mim”, afirma.

Carência emocional, controle e medo constante

Assim, sem referências afetivas e vivendo o primeiro relacionamento da vida, Nicolle mergulhou em uma rotina de ansiedade. “Eu ficava naquela expectativa de quando ele ia mandar mensagem, quando a gente ia sair”, lembra.

O medo da traição, enraizado desde a infância, se intensificou. “Eu não suportaria uma situação como essa”, disse a ele em uma conversa decisiva. A resposta de Luiz só aumentou a insegurança: “Eu não saberia se conseguiria me controlar se tivesse a oportunidade de trair.”

A partir daí, Nicolle passou a viver em função da vigilância. “Eu monitorava a localização dele, pedia para outras pessoas observarem com quem ele conversava no trabalho. Parei de focar na minha faculdade e no meu trabalho.”

Traição, feridas emocionais e padrões familiares

Apesar de todo o controle, a traição aconteceu. “Mesmo com todo o monitoramento, ele me traiu”, conta Nicolle.

Luiz reconhece que repetia padrões aprendidos. “Eu vim de uma infância conturbada, sem referência masculina dentro de casa. Meu pai era alcoólatra e minha mãe traía meu pai”, relembra. A ideia distorcida de masculinidade o acompanhou por anos. “Eu achava que quanto mais mulheres, melhor.”

Nicolle também carregava marcas profundas. “A vida toda eu ouvi da minha mãe que tudo o que ela passava era por minha causa”, diz.

Quando o relacionamento chega ao limite

A relação seguia sem afeto e sem reciprocidade. “Eu tinha que pedir carinho. Ele dizia ‘eu te gosto’, mas aquilo não era suficiente”, relata Nicolle. Luiz era direto: “Eu deixava claro que não a amava e que nem sabia o que era amor.”

Mesmo ferida, Nicolle continuava sendo apoio emocional. “Eu estava sempre à disposição, ajudando quando ele estava mal.”

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Colaborador

Rafaella Rizzo I Fotos: Reprodução