Refém dos próprios pensamentos

Veja como Jacirleide Ferreira enfrentou a depressão que a acompanhava desde a adolescência

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No início da adolescência, Jacirleide Ferreira, cabeleireira de 41 anos, passou a ter crises de medo sem nenhuma explicação aparente. Ela sentia arrepios constantes e o temor da morte tomava conta de sua mente. Além disso, o receio de que algo ruim pudesse ocorrer a levou a se afastar do convívio social. Com o passar do tempo, ela se tornou refém dos próprios pensamentos.

O início do sofrimento

Os sintomas de depressão ficavam cada vez mais aparentes. Em dias de chuva, sua vontade era de permanecer deitada e os sentimentos de tristeza se intensificavam ainda mais. “Quando o tempo estava nublado e chuvoso, a tristeza era ainda maior. Era como se o meu emocional se transformasse”, lembra.

Jacirleide relata que sempre teve interesse pelos estudos e que, desde a infância, estabeleceu como objetivo se aperfeiçoar em todas as áreas do conhecimento que explorasse.

No entanto, ao se ver dominada pelos sintomas de depressão, ela teve dificuldade de cumprir esse objetivo e acabou abandonando os estudos. “Na escola me dava vontade de chorar. Eu sentia uma angústia tão grande que me lembro de ter pedido à diretora para ir embora. Eu não conseguia estar ali”, diz.

Ao mesmo tempo que se isolava cada vez mais, tinha uma necessidade contínua de ter alguém por perto para sentir-se minimamente feliz, mesmo que momentaneamente.

Buscando uma saída

Essa mudança brusca de comportamento deixou seus pais em estado de alerta e, na esperança de vê-la livre daquele sofrimento, eles a levaram a uma casa de entidades espirituais. No local, ela foi orientada a realizar um ritual diariamente, às 18 horas, e ouviu a promessa de que a prática afastaria a tristeza e a angústia. Contudo era justamente nesse horário que ela se sentia pior. “Segui todas as instruções e fiz o ritual, mas em nenhum momento me senti melhor. Depois que parei de realizá-lo, o horário das 18 horas se tornou o pior momento do meu dia”, esclarece.

Os problemas continuaram com o avanço da idade

Os anos passaram e ela chegou à conclusão de que deveria ter morrido ainda criança, de que ninguém gostava dela e de que era uma pessoa má. Certo dia, ela agrediu um dos irmãos com uma faca. “Eu me culpava por ser triste e por pensar coisas ruins. Eu achava que Deus nunca me aceitaria por eu ser assim”, conta.

À Procura de refúgio

Depois de anos de afastamento dos estudos e em profunda depressão, ela decidiu voltar a estudar e morar com as irmãs. A partir daí, ela passou a trabalhar no salão de cabeleireiro de uma delas. Nesse período, outra irmã, que já era membro da Universal, a convidou para ir a um culto.

Apesar do preconceito que tinha em relação aos evangélicos, ela aceitou o convite. “Muitas pessoas próximas a mim falavam muito mal de igrejas evangélicas, mas no primeiro dia em que pisei na Igreja eu já saí diferente. Eu sabia que o meu problema seria resolvido”, revela.

Uma Palavra mudou tudo

Depois de mais de um ano de frequência à Igreja, ela ainda não tinha assumido a fé e explica por que se mantinha nessa condição: “Tinha coisas no mundo que eu ainda queria fazer e eu sabia que me batizar nas águas significaria assumir um compromisso com Deus”.
Foi, porém, uma passagem bíblica que despertou nela a compreensão da salvação da alma (Lucas 22:31) e, consequentemente, da necessidade do batismo. Finalmente, ela decidiu se batizar nas águas e ingressar no Força Jovem Universal (FJU).

O batismo com o Espírito Santo

Além disso, durante uma Fogueira Santa, ela intensificou seus propósitos de jejum e oração e, antes de entregar o voto, expressou ao Senhor Jesus seu desejo de ajudar as pessoas, mas que isso só seria possível com o Espírito d’Ele dentro dela. Nesse dia, ela recebeu o Espírito Santo.

“Hoje, sou feliz de verdade. Diferentemente de antes, sei aproveitar a minha própria companhia e não dependo de ninguém para estar bem. Apesar de morar sozinha, estou sempre acompanhada pela presença de Deus, que habita em mim”, afirma.

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Colaborador

Thayná Andrade / Foto: Maielly Rodrigues