Quem mais sofre com um divórcio?

Alta nas separações traz impactos diretos para os filhos e é uma distorção dos planos de Deus

Imagem de capa - Quem mais sofre com um divórcio?

O casamento é a união de duas pessoas que se comprometem a viver uma aliança inquebrável. Aliás, foi o próprio Deus quem estabeleceu que homem e mulher se uniriam e se tornariam uma só carne (Gênesis 2:24). Entretanto, por conta da dureza do coração humano, o Texto Sagrado também cita o divórcio como uma alternativa (Deuteronômio 24:1-4 e Mateus 19:8).

A separação do casal pode acontecer por diversos motivos, como infidelidade, agressão física ou verbal, sob a alegação de incompatibilidade de gênios ou de que o amor acabou, entre outras. Mas, independentemente de qual seja a razão, o divórcio é sempre doloroso, especialmente para os filhos.

As estatísticas

Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, enquanto os casamentos tiveram uma redução de 3%, na comparação entre 2022 e 2023, o número de divórcios aumentou 4,9% e chegou a 440.827 registros. Há ainda outro agravante: 46,3% deles envolviam famílias constituídas apenas de filhos menores de idade e outros 7% eram de famílias com filhos menores e maiores de idade. Outro detalhe é que em apenas 42,3% deles os casais optaram pela
guarda compartilhada.

Consequências para os filhos 

O estudo Divórcio, Acordos Familiares e Resultados na Vida Adulta dos Filhos, publicado neste ano pelo National Bureau of Economic Research (NBER – Escritório Nacional de Pesquisa Econômica), evidenciou que o divórcio traz consequências a longo prazo para os filhos, como a queda da renda familiar, já que agora são duas casas e a renda dos pais é dividida; aumento das jornadas de trabalho dos pais e, consequentemente, menos tempo para acompanhar os filhos; maior distância entre os pais e menor proximidade geográfica com os filhos, já que o pai ou a mãe se muda; e aumento das taxas de mortalidade e de gravidez na adolescência.

Além disso, a separação dos pais pode ser um fator determinante para que crianças e adolescentes sintam-se rejeitadas ou culpadas. Sem falar do impacto emocional que pode desencadear ansiedade, depressão e baixa autoestima.

Último recurso

Existem situações em que o divórcio é permitido na Bíblia, mas ele nunca deve ser a primeira opção. A prioridade precisa ser a luta para salvar o relacionamento – exceto, obviamente, quando a integridade física de um dos cônjuges está em risco. Além disso, a Palavra de Deus também afirma que Ele odeia o divórcio (Malaquias 2:16), pois isso implica na quebra da aliança que Ele mesmo instituiu.

Herança do Senhor

Assim como desfrutar da vida a dois é uma dádiva de Deus (Eclesiastes 9:9), os filhos são “herança do Senhor” (Salmos 127:3). Então, mesmo que o mundo normalize o divórcio e que a criança seja privada da convivência com um dos pais, para quem teme a Deus não existe outra atitude que não seja viver de acordo com os Seus ensinamentos. A família é uma instituição sagrada e deve ser protegida e honrada. Por isso, não abra mão de conceder aos seus filhos um lar nos moldes estabelecidos por Deus.

Saiba mais

Leia as demais matérias dessa e de outras edições da Folha Universal, clicando aqui. Confira também os seus conteúdos no perfil @folhauniversal no Instagram.

Folha Universal, informações para a vida!

imagem do author
Colaborador

Laís Klaiber / Arte: Gean França / Foto: Prostock-Studio/gettyimages