Quem é você de verdade?
O primeiro encontro do ano do Godllywood Autoajuda propôs que as mulheres fizessem um raio X profundo, capaz de revelar quem realmente somos e apontar as mudanças que precisamos implementar com urgência
A primeira reunião do ano do Godllywood Autoajuda, realizada no último sábado, 31 de janeiro, no Templo de Salomão, e transmitida pelo Univer Vídeo, propôs que as mulheres fizessem um raio X diferente: da alma, do coração.
Antes de iniciar a análise, Cristiane Cardoso enfatizou que bens, títulos, origem ou aparência espiritual não nos definem. Ela lembrou que até a religiosidade pode ser encenada, como faziam os fariseus, chamados por Jesus de hipócritas por aparentarem o que não eram.
“Nada disso revela quem você é de verdade. Quem você é está dentro de você. Só você e Deus conseguem ver. E o que há dentro de nós são três coisas: pensamentos, vontades e sentimentos. Essas três coisas revelam quem somos. Você pode esconder muito bem, porque isso fica nos bastidores, longe dos olhos das pessoas, mas Deus as vê”, explicou Cristiane.
As palavras que você diz são você 
Por isso, Cristiane destacou que a forma correta de se conhecer, que é a que Deus nos orienta, é compreender o que há em nosso coração, e que as palavras são o meio mais eficaz de revelar o nosso interior. Ela citou a passagem em que o Senhor Jesus afirma: “Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mateus 15:18-19).
É por causa disso que é preciso estar atenta ao que se diz. “Às vezes, a gente acha que as palavras são bobagens e justificamos: ‘Ah, falei sem pensar’. Mas Jesus diz que as palavras contaminam. Então, observe o que você tem falado, os seus comentários, as suas conversas, as suas reclamações, as suas comparações e as suas lembranças do passado. O que tem saído da sua boca? O que isso está revelando sobre o seu coração?”, questionou.
Um tipo de fala que pode passar despercebida, mas que revela sentimentos ocultos, segundo Cristiane, são as críticas: “Às vezes, você é uma pessoa que critica com facilidade. Será que você não tem inveja e essa inveja alimenta a sua crítica? Você precisa encontrar coisas erradas nas pessoas, especialmente naquela que tem o que você não tem, e, então, começa a procurar defeitos nela”.
O que deve existir no coração
Com base nas palavras do Senhor Jesus, descritas em Lucas 6:45 (“O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem”), ela ressaltou que o bem sempre deve proceder da mulher cristã, pois, se o coração está bem, as palavras precisam gerar vida, edificar, acrescentar e abençoar. Quando, porém, a mulher não ora, não torce pelos outros e se fixa apenas em defeitos, ela tem um conflito interior. Em vez de focar nos erros alheios, é necessário olhar para si mesma, pois Jesus ensinou que, antes de enxergar o cisco no olho do outro, devemos remover a trave dos nossos próprios olhos (Mateus 7:3-5). A diferença entre ambos é enorme e é essa trave que muitas vezes nos impede de avançar.
Se conhecer, reconhecer e mudar
Diferentemente do ditado popular que afirma que “somos o que comemos”, nós somos o que falamos. Até temas aparentemente bons, se tratados em demasia, revelam o que há no coração: quem só fala de dinheiro o tem como prioridade; quem só fala de saúde demonstra medo. A dificuldade com a autoridade e com o perdão revela orgulho. Por isso, sem que a mulher reconheça as próprias emoções, as mudanças serão malsucedidas.
“Quando você descobre que tem um problema, seja raiva, seja medo, inveja ou mágoa, já possui o diagnóstico e, então, pode trabalhar isso com Deus. Deus a ajuda. Ele não espera perfeição, pois já conhece tudo o que há dentro de nós. Isso não é novidade para Ele. Talvez seja novo para mim ou para você, mas, para Ele, não. O que Ele espera? Que a gente enxergue o problema, porque, quando o reconhecemos, nos arrependemos. Foi assim comigo, quando descobri a minha insegurança. Eu era uma pessoa insegura, carente, cheia de complexos e sentimentos de inferioridade. Reconheci isso e disse: ‘Meu Deus, me ajuda’, e Ele me ajudou. Primeiro vem o reconhecimento. Por isso, você precisa se conhecer para reconhecer”, concluiu.
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