Quando traumas e mágoas destroem a vida a dois

A história de Gracilene e Thiago mostra como dores do passado influenciaram escolhas, conflitos e o limite emocional que levou à busca por ajuda

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O relacionamento tóxico nem sempre começa com brigas explícitas, mas com dores mal resolvidas, carências emocionais e expectativas irreais. Foi assim na história de Gracilene Dias, que desde muito cedo conviveu com perdas, ausência de referências familiares e relacionamentos marcados por frustrações, até chegar a um ponto de esgotamento emocional que a fez buscar ajuda.

Relacionamento tóxico e o peso dos traumas emocionais

Desde a infância, Gracilene enfrentou rupturas profundas. A mãe morreu quando ela tinha apenas cinco anos, e pouco tempo depois foi entregue para outra família. “Referência, eu não tive nenhuma. Na verdade, eu não posso nem dizer que eu tive infância”, relata.

Mesmo sem exemplos positivos, Gracilene cresceu com um sonho: casar e construir uma família diferente da que teve. Por isso, ainda jovem, entrou em um relacionamento longo acreditando que ali estava seu futuro. “Eu estava cega querendo casar. Eu só enxergava aquela linha reta: eu vou casar, vai dar certo.”

O relacionamento durou mais de três anos e terminou após traições. Mas, apesar dos alertas de amigos, ela demorou a aceitar a realidade. O fim deixou marcas profundas. “Eu já era uma moça depressiva”, conta.

Tentando preencher o vazio, Gracilene mudou completamente o comportamento. “Eu sempre fui sossegada, mas comecei a beber, sair, bagunçar mesmo. Tentava tirar aquilo de dentro de mim, mas não conseguia.”

Quando dois problemas viram um relacionamento

Assim, foi nesse contexto que ela conheceu Thiago Carvalho. Ele também carregava um histórico difícil: separações na família, experiências frustradas e um relacionamento anterior marcado por traições. “A gente juntou o problema dela com o meu problema e achou que isso ia ser a solução”, resume Thiago.

O relacionamento avançou rápido. Em poucos meses, passaram a morar juntos, sem preparo emocional nem referências saudáveis. “Começamos um relacionamento sem ensinamento nenhum, sem saber se ia dar certo”, lembra Gracilene.

Ciúmes, agressividade e conflitos constantes

Dessa forma, com o tempo, os conflitos se intensificaram. Thiago era extremamente ciumento. Gracilene, depressiva, insegura e agressiva. “Eu era uma pessoa extremamente difícil de lidar. Quase impossível”, admite.

As discussões se tornaram frequentes e dolorosas. “Eu agredia ele de todas as formas que eu podia”, conta Gracilene. As palavras viraram armas. “O pior que um homem pode ouvir é: ‘Você não é homem’. Eu falava isso para ver se ele reagia, se mudava. Mas não mudava.”

Thiago também se machucava profundamente com as ofensas. “O que mais me doía era ouvir: ‘Você nunca vai ser feliz’.”

O limite emocional e a decisão de buscar ajuda

O relacionamento chegou a um ponto de ruptura emocional. “Eu falei: ‘Eu vou ter que terminar esse relacionamento, porque eu não tô aguentando mais’”, relembra Gracilene.

Foi nesse momento que ela decidiu procurar ajuda. “Eu procurei um lugar que tinha palestras. Eu pensei: se eu cuidar de mim, vou conseguir cuidar do meu relacionamento.”

Ela passou a frequentar as palestras da Terapia do Amor, reconhecendo que carregava para o presente as dores, desconfianças e traumas de relacionamentos anteriores. “Eu percebi que precisava me curar primeiro. Eu levava minhas feridas antigas para o meu relacionamento atual.”

Nas palestras da Terapia do Amor eles receberam as ferramentas para mudar essa realidade. Assista ao vídeo abaixo e veja como está o relacionamento deles hoje:

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Colaborador

Rafaella Rizzo I Fotos: Reprodução