Quando o sofrimento chegou em dobro

Levi e Marisa Santana enfrentaram, sequencialmente, graves problemas de saúde

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Levi José Santana, de 67 anos, trabalha na área de segurança na capital paulista. Sua esposa, Marisa Silva Santana, de 63 anos, é técnica de enfermagem. Casados há 41 anos, eles enfrentaram juntos grandes desafios ao longo da vida, mas afirmam que nada se comparou ao que viveram em 2024.

“Estou na Universal há mais de 20 anos e minha esposa é obreira há 38. Nesse período enfrentamos problemas comuns da vida, mas, em setembro de 2024, nossa fé foi testada. Minha esposa passou mal após a Santa Ceia, sentindo tontura e perdendo a visão. Ela foi levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A glicemia estava tão alta, acima de 700 mg/dL (miligramas por decilitro), que os aparelhos não conseguiam medir”, relata Levi.

O que é glicose alta?

Também chamada de hiperglicemia, é caracterizada pela taxa de glicemia em jejum acima de 100 mg/dL (miligramas por decilitro). O problema está associado principalmente ao diabetes e pode causar sintomas como sede excessiva, aumento da frequência urinária, visão embaçada, fraqueza e perda de peso sem motivo aparente. A hiperglicemia não ocorre apenas em pessoas com diabetes e também pode favorecer o surgimento de doenças como gripe, infecção urinária, pneumonia e tuberculose.

Fonte: rededorsaoluiz.com.br

Cegueira permanente

Levi conta que Marisa já tinha histórico de glicemia elevada, mas acreditava que conseguiria reverter a situação pela fé.

“Infelizmente, após ser liberada, ela teve convulsões em casa e foi socorrida pela nossa filha. No hospital, foi internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e contraiu oito infecções hospitalares, o que levou os médicos a considerarem o caso gravíssimo. Ela chegou a desenvolver uma infecção estomacal que se manifestou em feridas severas na boca. Sua pele escureceu e os médicos chegaram a prever cegueira permanente, sem saber mais o que fazer”, relembra.

Tratamento espiritual no hospital

Para agravar ainda mais o quadro, Marisa recebeu um diagnóstico suspeito de tuberculose e precisou ficar isolada. “Somente eu e nossa filha podíamos visitá-la. Ela não conseguia comer e emagreceu tanto que os profissionais não encontravam mais veias para administrar a medicação.

Recebemos autorização para levar comida caseira e alimentá-la na boca. Além disso, passávamos o óleo ungido e dávamos a Água Consagrada para que ela bebesse. Os médicos chegaram a alertar sobre uma possível falência dos rins por causa dos antibióticos, mas ela começou a se recuperar. Os primeiros sinais foram a volta da visão e da cor da pele, que os médicos diziam que não voltariam. Eles ficaram surpresos e, depois, deram alta para ela”, conta.

Alta hospitalar e um novo desafio

Ao deixar o hospital, Marisa fez uma declaração: “ela disse: ‘Deus não quis me levar. Ainda tenho alguma coisa para fazer’”, recorda Levi. Depois de 65 dias internada, Marisa saiu do hospital vestida com o uniforme de obreira e foi diretamente para a Universal. “Em seguida, ela iniciou a fisioterapia para recuperar o equilíbrio. A recuperação foi lenta, mas, quando voltou a andar e a servir como obreira na Igreja, fui eu que comecei a enfrentar problemas de saúde”, relata Levi. Durante exames de rotina, ele descobriu um aneurisma na aorta e uma artéria obstruída. “Os médicos identificaram inicialmente uma dilatação de 50% na aorta e, depois, de 70%, além de uma artéria entupida. Fiquei surpreso, porque nunca bebi, nunca fumei e sempre fui atleta”, explica.

Safena extra e cirurgias de risco

Levi precisaria passar por uma cirurgia de alto risco para sobreviver.

“Os médicos disseram à minha filha que apenas dois em cada dez pacientes sobrevivem a esse tipo de cirurgia. Eu precisava de uma ponte de safena, mas já havia retirado as safenas das duas pernas em procedimentos anteriores, realizados entre 2017 e 2018. Isso preocupava tanto os médicos quanto a mim. Porém, contrariando todas as expectativas, um exame encontrou uma safena disponível em uma das pernas para a
operação”, afirma.

O que são a ponte de safena e o aneurisma?

A ponte de safena é uma cirurgia de revascularização do miocárdio feita para desviar o fluxo sanguíneo de artérias coronárias obstruídas ou estreitadas. Para isso, utiliza-se um trecho da veia safena, retirada da perna, ou uma artéria do tórax, criando uma nova passagem para o sangue chegar ao coração. Já o aneurisma é uma dilatação anormal da parede de um vaso sanguíneo, causada pelo enfraquecimento dessa estrutura, formando uma espécie de “bolha”. O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para controlar a evolução do problema.

Fonte: Hospital Nove de Julho e seucardio.com.br

No mesmo dia, Levi passou pelas cirurgias do aneurisma na aorta e da ponte de safena, que duraram cerca de sete horas. Ele conta que, apesar da gravidade do caso, ficou internado por apenas oito dias e, em menos de três meses, já havia retornado ao trabalho.

Milagre pela fé

Durante o período de luta contra a doença, Levi e a esposa intensificaram ainda mais a participação na Igreja. “Nós temos certeza de que não há outra explicação para o fato de termos sobrevivido a tudo isso, senão o milagre pela fé em Deus”, conclui.

A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.

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Colaborador

Eduardo Prestes / Fotos: Cedidas