Pornografia: quando o prazer se torna uma prisão
Apresentado muitas vezes como algo inofensivo, esse tipo de conteúdo pode causar danos em diferentes áreas da vida. Entenda
Falar sobre pornografia ainda pode ser desconfortável para muita gente, mas não dá para ignorar o assunto. Com o fácil acesso à internet, imagens e vídeos de cunho sexual estão a poucos cliques de distância e podem fazer parte da rotina de pessoas de diferentes idades, trazendo consequências para a saúde e outras áreas da vida.
O que acontece na mente
É importante entender que nada do que chega ao cérebro passa sem ser processado. Imagens, sons e experiências são interpretados e podem influenciar pensamentos, emoções e comportamentos. E, quando o assunto é pornografia, os efeitos podem ir além dos minutos passados diante da tela.
Em entrevista exclusiva à Folha Universal, a psicóloga Cássia Nunes Alves destaca que “a pornografia altera os circuitos de recompensa do cérebro, gerando vício, dificuldade de relacionamento, falta de controle e pensamentos recorrentes sobre sexo ou vídeos eróticos”.
Uma visão distorcida da sexualidade
A pornografia costuma ser apresentada como algo inofensivo e até positivo. Para os solteiros, pode aparecer como uma forma de conhecer o próprio corpo ou buscar prazer. Entre os casados, pode ser vista como uma maneira de apimentar a relação e trazer novidades para a vida a dois. Mas essa ideia é um grande engano.
Segundo a psicóloga, em vez de ajudar, a pornografia molda crenças, cria falsas expectativas e distorce a noção de prazer. Ela divide esses danos em três pontos:
Visão da sexualidade: substitui o afeto e o carinho por uma sexualidade focada no desempenho e em um prazer prolongado que, muitas vezes, só existe nos vídeos.
Percepção do próprio corpo: aumenta a comparação e estimula a busca por um corpo considerado ideal.
Visão do outro: transforma o parceiro em objeto de satisfação sexual e pode contribuir para a normalização da violência e da agressividade.
Outras consequências:
- Ansiedade
- Culpa
- Vergonha
- Baixa autoestima
- Isolamento
- Desregulação emocional
- Impulsividade
- Disfunção erétil
Os efeitos na vida espiritual
Em seu blog, o Bispo Renato Cardoso esclarece que o sexo é um dos apetites humanos mais fortes e que essa característica ajuda a explicar a proliferação da pornografia. Porém, esse tipo de conteúdo fortalece a “carne”, que é a natureza humana pecaminosa, e, consequentemente, enfraquece o espírito, afastando o ser humano de Deus.
Seguindo essa lógica, a libertação do vício em pornografia passa por uma mudança de comportamento. Além de evitar a exposição a esse tipo de conteúdo, é preciso investir na comunhão com Deus.
O caminho para a libertação
“Tem que haver uma mudança de pensamento, uma reprogramação da mente e do espírito, para que a pessoa se liberte totalmente e não fique sempre com medo de que vá recair”, afirma o Bispo.
Essa mudança começa pelo arrependimento e pela entrega a Deus. Com o Espírito Santo, a pessoa encontra domínio próprio para dizer “não” aos próprios desejos e passa a ter a consciência de que, ainda que possa esconder seus atos das pessoas, não pode escondê-los de Deus, que tudo vê.
Assim, o temor a Deus se torna um cuidado diário: uma escolha consciente de preservar a mente, o coração e a própria vida.
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