“Por vezes, me dava uma sensação que iria morrer"

Com a vida transformada, Jessika Rodrigues Sacramento Oliveira conta sua experiência com a Fé

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Jessika Rodrigues Sacramento Oliveira, de 20 anos, teve uma infância desafiadora. “Eu era uma criança com dificuldade de me enturmar. Tive problemas de autoestima e compulsão alimentar dos 9 aos 11 anos. Eu comia sem ter fome: por tristeza, felicidade, raiva, etc. Minha família, na época, passava por um momento de dificuldade financeira.”

Na adolescência o sentimento de angústia e rejeição permaneceu. “Eu fazia tudo para agradar a todos, mas aquilo me matava por dentro. Convivi com ‘amigos’ que se automutilavam. Até que, um dia, tentei me cortar de diversas formas. Lembro que não senti nenhuma dor. Graças a Deus, isso não se manteve e parei depois da primeira vez.”

PAVORES
Ela carregava uma enorme tristeza. “Por vezes, me dava um aperto no coração, uma sensação de que iria morrer e me dava falta de ar.

Tinha noites que não conseguia dormir. Quando acordava, não conseguia me mexer, pois sentia alguém me enforcando.Eu tentava gritar, mas não conseguia. Uma vez, de madrugada, escutei uma voz que dizia que poderia me dar tudo o que eu quisesse, tudo o que eu não tinha. Me virei para ver quem era, porém não havia ninguém.”

PONTO FINAL
Jessika foi convidada por duas jovens para assistir a uma reunião da Força Jovem Universal (FJU). Era um sábado e ela chegou mais cedo. Decidiu participar da reunião do Jejum das Causas Impossíveis. “Senti que saiu um peso gigante das minhas costas”, relembra.

Chegou à Igreja com problemas sentimentais e familiares, mas percebeu a necessidade de pertencer ao Reino de Deus.

Logo entregou-se a Deus totalmente. Hoje relata que é outra pessoa. “A Jessika de antes era vazia, infeliz, medrosa e sem nenhum sentido ou rumo. Hoje olho para trás e não consigo acreditar que essa versão de mim um dia existiu. Tenho um carinho infinito pelo Senhor Jesus e por todo o cuidado que Ele teve ao cuidar de mim. Me casei com um homem de Deus, sou feliz e tenho paz. Hoje vivo uma vida totalmente nova”, finaliza.

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Autor

Flavia Francellino / Foto: Demetrio Koch