População marcha pela paz na data que rememora a Independência da República Centro-Africana

Universal, presente há 10 anos neste país que sofre com a guerra civil e a miséria, realiza uma reunião especial a céu aberto no centro da capital Bangui

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A República Centro-Africana alcançou a sua independência da França – que a governou como uma colônia a partir do final do século XIX – no ano de 1960. Há 58 anos a data é lembrada pela população em 13 de agosto. Neste ano, um evento especial aconteceu nas ruas da capital do país, Bangui.
Na data que rememora a Independência da República Centro-Africana, a Universal no país realizou uma reunião a céu aberto, na praça conhecida como “Ponto Zero”, localizada no centro da cidade. O encontro foi antecedido por uma marcha pela paz e pelo fim dos conflitos que assolam o país desde 2004.
“A ação foi muito importante, pois, pudemos mostrar como nos importamos com a atual situação do país e o bem-estar do povo. Marchamos pelas ruas da capital chamando todos no caminho a participar do clamor pela paz. Durante a reunião, explicamos aos presentes a liberdade e a independência que o Senhor Jesus pode dar a cada um, assim como está escrito na Bíblia”, contou o Pastor Marcelo Trindade Cunha, responsável pelo trabalho da Universal no país.
Na ocasião, ele citou João 8.36: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.
O evento, que contou com o apoio da polícia local, reuniu mais de 1.200 pessoas. O hino oficial do país foi apresentado durante o encontro e foram realizadas orações pela paz, pelas famílias e, também, por todos os enfermos.
A comerciante Brigite Nzokonga (foto ao lado) participou do evento e contou que, assim como hoje ela ora em prol da paz e dos doentes, um dia, alguém que a convidou para conhecer a Universal também orou por ela e a ajudou a recuperar a saúde e a vida financeira que estavam destruídas.
“Quando cheguei à Universal, me encontrava completamente doente. Sofria com dores terríveis e devido à má saúde, estava em profunda miséria. Após recorrer a vários médicos, sem sucesso, fui convidada por uma amiga para buscar a cura. Logo ao chegar à Igreja, percebi que Deus estava ali. Comecei a participar das reuniões, campanhas e tive minha saúde restaurada. Por meio da Campanha de Israel, obtive uma grande vitória financeira e hoje, além da saúde restaurada e do casamento, também tenho minha casa própria e sou proprietária de um supermercado”, disse.
País sofre com uma guerra civil
Com 4,6 milhões de habitantes, há anos a população do país vive imersa em uma guerra civil, sem paz e sem acesso a recursos básicos. Em 2013, forças rebeldes derrubaram o presidente em exercício e provocaram uma onda de violência entre cristãos e muçulmanos. Desde então, o Governo controla apenas parte do território, enquanto grupos armados, que praticam atividades criminosas nas províncias, se enfrentam pelo controle de recursos naturais.

A Universal está presente na República Centro-Africana há 10 anos. Nesse meio tempo o trabalho já foi interrompido, entre 2013 e 2014, quando devido ao agravamento dos conflitos, algumas igrejas foram fechadas por questão de segurança. Hoje, existe apenas a sede nacional em Bangui.
Em 2014, a Organização das Nações Unidas interviu com a Missão Multidimensional para a Estabilização da República Centro-Africana (Minusca), que está no país até hoje. Contudo, segundo a própria ONU “o fim da violência e a garantia de estabilidade ainda são objetivos difíceis de serem alcançados”.
O conflito já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados, além de 2,5 milhões de pessoas já necessitarem de ajuda humanitária. Segundo o Pastor Trindade, o país ainda está instável e as pessoas vivem com medo. “Mesmo com a presença da ONU, o clima ainda é muito tenso”, afirma.
Recentemente, o Conselho de Segurança da ONU condenou “o aumento da incitação ao ódio religioso e étnico e à violência” na República Centro-Africana e os ataques de grupos extremistas na região, e apelou aos grupos armados do país que cessassem todas as formas de violência, entregassem as armas e se envolvessem na construção da paz.
Transformar a vida de um povo tão sofrido

A República Centro-Africana é o último (188º) país na lista do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, publicado ano passado. O índice é a referência comparativa de riqueza, alfabetização, educação, expectativa de vida, natalidade e outros fatores em uma nação.
No país, a expectativa de vida é de 50,7 anos (24 a menos do que no Brasil). Entre os vários problemas socioeconômicos que enfrenta estão a miséria (a maioria dos habitantes vive abaixo da linha de pobreza), a subnutrição, a alta taxa de mortalidade infantil e o índice de analfabetismo que supera os 50%.
O Pastor Trindade que, anteriormente, já esteve presente em países como República do Congo, República do Benin e Costa do Marfim, comentou que a simplicidade, a humildade e a carência do povo centro-africano os motivam a seguir em frente. “Mesmo em meio à guerra e às dificuldades extremas, o trabalho da Universal tem avançado cada vez mais no país e transformando a vida de um povo tão sofrido”, concluiu.
Você já conhece o trabalho da Universal em outros países do continente africano? Quer saber mais sobre as ações na República Centro-Africana e ao redor do mundo? Não deixe de acompanhar as matérias no site Universal.org.

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Colaborador

Michele Roza / Fotos: Cedidas