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Notícias | 26 de fevereiro de 2019 - 12:22


Pedofilia: Conselheiro do Papa é condenado por abuso de menores

3º homem mais poderoso do Vaticano abusou de, pelo menos, duas crianças

O ex-tesoureiro do Vaticano George Pell (77) acaba de ser condenado por pedofilia na Austrália, onde exerceu grande parte de suas atividades na Igreja Católica. De acordo com o entendimento do tribunal, Pell abusou de duas crianças. Vítimas alegam que há outros agredidos.

Pell foi condenado em dezembro, mas a Justiça australiana manteve o caso em sigilo até a última segunda-feira (25). Agora Pell é o homem mais forte da Igreja Católica a ser considerado culpado por pedofilia.

A defesa de Pell ainda busca recorrer, pois ele alega ser inocente. Uma nova audiência será realizada em março para estipular a condenação. Cada acusação de pedofilia pode render ao conselheiro até dez anos de prisão. Até que a sentença seja decidida, Pell permanece preso na Austrália.

Velho envolvimento com pedofilia

O abuso sexual cometido por membros da Igreja Católica é prática antiga e assustadora. Na Austrália, onde Pell cometeu os crimes, um estudo estimou que 7% dos funcionários da Igreja já tenham abusado de menores de idade.

Enquanto esteve no país, Pell foi acusado também de ocultar os crimes cometidos por outros membros da Igreja. Posteriormente, o próprio sacerdote foi acusado de pedofilia.

Já investigações realizadas nos Estados Unidos encontraram provas de que, pelo menos, 300 sacerdotes estupraram mais de mil menores de idade. Esses foram encobertos pela Igreja por até 70 anos.

Pell foi afastado de suas funções no Vaticano, mas o fato de o 3º homem mais poderoso da Igreja ser condenado por pedofilia demonstra o quão enraizada essa prática é nas tradições católicas. Conselheiro íntimo do Papa Francisco, sua condenação rendeu um comunicado oficial das autoridades da Igreja:

“Uma notícia dolorosa, que estamos conscientes que chocou muitíssimas pessoas, não somente na Austrália. Como afirmamos em outras ocasiões, reiteramos o máximo respeito pelas autoridades judiciais australianas. Em nome deste respeito, recordamos que o cardeal Pell reiterou sua inocência e tem o direito de se defender até a última instância.”

Infelizmente, a maioria das vítimas não têm o direito de se defender dos abusos e suas consequências. Uma das vítimas de Pell viciou-se em drogas, segundo a família por culpa do sofrimento causado pelo abuso. Ele morreu de overdose em 2014.


  • Andre Batista / Imagem: Reprodução Facebook 


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