“Passei a me cortar todos os dias”

Lara Pereira enfrentou conflitos internos, automutilação e desejo de morte antes de encontrar na fé em Deus o sentido para viver

Imagem de capa - “Passei a me cortar todos os dias”

Crescer em um lar tranquilo, com pais presentes e amorosos, não impediu que Lara Sheron Pereira, de 24 anos, enfrentasse profundos conflitos internos. Ela afirma que sempre recebeu afeto e apoio da família, mas, ainda na infância e sem motivos aparentes, passou a sentir um vazio interior e muita tristeza.

Não eram só feridas no corpo

Os anos passaram e os conflitos se intensificaram. Na pré-adolescência, sem saber lidar com o que sentia, Lara passou a usar a automutilação como válvula de escape. “Passei a me cortar todos os dias. Com o passar do tempo, comecei a desejar a morte e tentei o suicídio várias vezes”, recorda. Além do sofrimento emocional, ela relata que enfrentou problemas espirituais: “Ouvir vozes passou a fazer parte da minha rotina. Eu dialogava com elas e elas me incentivavam a cometer atos horríveis, como planejar a morte da minha mãe”.

Sem compreender a origem de sua dor, ela se afastou da família. “Na escola e com os amigos, eu parecia feliz e extrovertida, mas, sozinha no meu quarto, eu encarava quem eu realmente era. Eu me isolava com os meus sentimentos, o desejo de morte e a automutilação”, conta. Ela tentava se distrair com festas, relacionamentos, drogas e bebidas alcoólicas, mas o comportamento de ferir a si mesma permanecia.

Busca incessante por ajuda

A situação de Lara se agravou e seus pais e professores descobriram o que estava acontecendo. Por orientação deles, ela deu início ao acompanhamento com psicólogos e psiquiatras, mas não encontrou solução. “Meus dias passaram a ser dominados pelo consumo de altas doses de remédios”, afirma.

Desesperados, seus pais buscaram ajuda em diferentes religiões, até que sua mãe foi à Universal, mas, durante um período, ela frequentou a Igreja escondida, pois o pai de Lara não aceitava que sua mãe fosse à instituição. Ao participar de uma reunião, Lara se surpreendeu com o que ouviu: “Percebi que havia solução para os meus problemas e que não seria apenas um alívio temporário, mas uma cura verdadeira”, diz.

Restauração interna

Ela entendeu que sua mudança ocorreria se recebesse o Espírito Santo, o que aconteceu quando ela estava com 15 anos. “Me entreguei totalmente a Deus e tive o Novo Nascimento. A partir daquele momento, tudo mudou. Me livrei da automutilação, dos vícios e do desejo de morrer. Hoje, eu e minha família buscamos o Deus que me restituiu a vida”, conclui.

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Colaborador

Camila Dantas / Fotos: cedidas