Os pais não estão sempre por perto. Então, como proteger os filhos?
Casos de violência e riscos no ambiente digital mostram a importância de orientar crianças e adolescentes para reconhecer situações de perigo e pedir ajuda
Crianças e adolescentes podem estar expostos a diferentes situações de risco, tanto no ambiente físico quanto no digital. Conteúdos inadequados, abordagens de pessoas mal-intencionadas e situações de violência estão entre os perigos que podem fazer parte da realidade de muitas famílias.
Ao mesmo tempo, pais e responsáveis nem sempre conseguem acompanhar de perto todos os momentos da vida dos filhos. Por isso, além da supervisão, a orientação também é importante: crianças e adolescentes precisam aprender a reconhecer situações de perigo, estabelecer limites e saber a quem recorrer quando algo acontecer.
Violência contra crianças acende alerta
Casos registrados recentemente mostram que a violência contra crianças e adolescentes continua exigindo atenção.
No fim de agosto, a Operação Statewide Shield, realizada na Flórida, nos Estados Unidos, localizou 163 crianças desaparecidas, com idades entre 2 meses e 17 anos. Segundo o Departamento de Aplicação da Lei da Flórida, algumas delas haviam passado por situações de abuso, negligência, exploração ou exposição a atividades criminosas.

No Brasil, os números mostram ainda a dimensão do problema.
- Somente nos quatro primeiros meses de 2026, foram registradas 115.814 denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. A residência onde vivem a vítima e o suspeito aparece como o principal local das ocorrências, enquanto a faixa etária de 4 a 8 anos concentra a maior incidência.
Internet também exige atenção
Além dos riscos presentes no ambiente físico, o mundo digital acrescenta outros desafios para as famílias.
- Um relatório da UNICEF, publicado em março de 2026, mostrou que uma em cada cinco crianças e adolescentes de 12 a 17 anos no Brasil (19%) foi vítima de exploração ou abuso sexual facilitados pela tecnologia em um período de 12 meses. O índice representa cerca de 3 milhões de meninas e meninos. Essas situações podem envolver redes sociais, jogos, aplicativos de mensagens e outras plataformas.
Por isso, apenas proibir ou controlar o acesso à internet não elimina todos os riscos. Crianças e adolescentes também precisam aprender como agir diante de uma abordagem suspeita e sentir segurança para contar aos responsáveis o que aconteceu, seja no ambiente físico ou digital.
Como ensinar uma criança a se proteger?
O Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC), dos Estados Unidos, recomenda que os responsáveis ofereçam às crianças orientações práticas sobre como agir diante de possíveis situações de risco.
Entre as principais orientações estão:
- Ensinar a criança a pedir autorização antes de ir a algum lugar com outra pessoa, aceitar presentes ou entrar em um carro.
- Explicar que uma pessoa mal-intencionada não possui uma aparência específica. Por isso, a criança deve prestar atenção às atitudes e às situações.
- Indicar quem são as pessoas seguras a quem ela pode pedir ajuda em público, como policiais fardados, funcionários com crachá ou mães e pais acompanhados de crianças.
- Ensinar respostas firmes, como: “Não posso ir sem falar com meus pais”, e orientá-la a se afastar.
- Em uma situação de tentativa de abordagem forçada, ensiná-la a gritar, correr e chamar a atenção de outras pessoas.
- Orientar sobre privacidade e não compartilhar informações pessoais, fotos ou localização em jogos e redes sociais.
- Estabelecer horários de uso, limites de navegação e procurar saber com quem os filhos conversam on-line.
O NCMEC disponibiliza outras orientações de prevenção por meio do programa KidSmartz.
Orientação e proteção caminham juntas
Ensinar, acompanhar e estabelecer limites fazem parte da responsabilidade dos pais e responsáveis. Observar mudanças de comportamento e manter um diálogo aberto também pode ajudar a identificar situações que a criança ainda não consegue expressar com clareza.
Ainda assim, nenhum responsável consegue estar ao lado dos filhos durante todas as horas do dia nem controlar cada situação que eles enfrentarão. Nesse contexto, a fé também pode ocupar um espaço importante na vida da família.
A Bíblia orienta:
“Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.” Salmos 91:11
Na Bíblia Fiel Comentada, o Bispo Macedo explica que, ao buscar a Deus em suas necessidades, a pessoa pode confiar que Ele dá ordens aos Seus anjos em seu favor e em favor dos seus.
Um momento de oração pela proteção dos filhos
Nesse contexto, no dia 27 de setembro (domingo), a Igreja Universal realizará a Consagração de Educadoras, que contará também com um momento de Unção de Proteção para crianças e adolescentes.
- A proposta é proporcionar aos pais e responsáveis um momento para apresentar os filhos a Deus e buscar Sua proteção. Afinal, eles podem orientar, ensinar e acompanhar, mas também podem confiar os filhos aos cuidados do Altíssimo por meio da oração e da fé.
Para acompanhar as informações sobre o momento especial, consulte os canais oficiais da Igreja Universal no Instagram ou encontre a Universal mais próxima.
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