“Os médicos reconhecem que o que me curou e me salvou foi a fé no Deus vivo”
Rebeca Santos de Brito foi curada depois de sofrer a infância toda com uma doença autoimune e também com o diagnóstico de leucemia
A autônoma Rebeca Santos de Brito, de 21 anos, descobriu aos 11 anos que tinha anemia hemolítica autoimune, uma doença que faz parte de um grupo de distúrbios caracterizados pelo mau funcionamento do sistema imunológico, responsável pelas defesas do corpo. Nesse tipo de anemia, o organismo produz autoanticorpos que atacam os glóbulos vermelhos como se eles fossem substâncias estranhas ao corpo.
“A partir desse diagnóstico não só começou o meu sofrimento, mas o da minha família também. A cada internação era descoberta uma nova doença. Descobri que tinha anemia falciforme”, se recorda. Esse tipo de anemia é uma doença hereditária caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, que os torna com o formato parecido ao de uma foice e vem daí o nome falciforme.
Por causa da quantidade de medicamentos que precisava tomar, Rebeca passou a ter pressão alta, convulsões, pedras na vesícula e aumento do baço, que precisou ser retirado quando ela estava com 14 anos. Rebeca passou por um procedimento cirúrgico chamado esplenectomia, que é a retirada total ou de parte do baço.
Durante a cirurgia, ela teve uma parada cardíaca e hemorragia e conta que sobreviveu pela fé, pois o risco de não resistir ao procedimento era grande. Passado o susto da cirurgia, Rebeca achou que estava livre de grandes problemas, mas não foi isso que aconteceu.

A descoberta da Leucemia
Depois de passar três anos se submetendo a diversos tratamentos para anemia, Rebeca foi diagnosticada com leucemia e afirma que passou a ficar no hospital mais tempo do que em sua residência. “O hospital passou a ser a minha segunda casa. Eu ficava dois meses internada, recebia alta, passava dois dias em casa e já voltava para o leito.”
A jovem enfatiza que também fez uso de vários medicamentos caros e que ao todo foram gastos R$ 48 mil apenas em remédios. Mesmo com toda essa despesa, nada resolvia seu problema.
Certa vez Rebeca ficou três dias sem enxergar absolutamente nada. Ela também passou por mais de 25 transfusões de sangue, mas nada solucionava a enfermidade. “Fui encaminhada para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Me lembro que os médicos diziam que eu não passaria daquele dia e que era para eu ligar para a minha família e me despedir, pois não havia mais nada a fazer”, conta.
No entanto a mãe de Rebeca, Delvanir Santos Silva de Brito, que já frequentava a Universal, não se intimidou com essa afirmação. Ela, que sempre lutou pela filha nas correntes da Igreja, levava para a jovem a água do tratamento. Delvanir também fez o sacrifício da Fogueira Santa e inúmeros propósitos de fé.
O poder da fé
Em 2014, Rebeca ainda permanecia entre sua casa e o hospital, mas começou a apresentar melhoras no dia a dia. Em uma das consultas de rotina, o médico que cuidava dela pediu novos exames para decidir se aumentaria ou não a dosagem dos remédios que ela já tomava habitualmente.
“Para surpresa do médico, minhas plaquetas e a hemoglobina estavam normais. Eu já não sentia mais dores de cabeça fortes, tontura ou cansaço. Hoje estou curada, não tenho sequelas e não preciso fazer nenhum tipo de tratamento. Quando encontro com os médicos, eles reconhecem que o que me curou e me salvou foi a fé no Deus Vivo.”
Rebeca venceu a doença há quatro anos, frequenta a Universal com a família e desfruta da sua juventude com boa saúde.
Se você está doente ou conhece alguém que esteja passando por problemas de saúde, participe das reuniões de cura às terças feiras na Universal mais próxima de você.
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