Obreiros: fé na Palavra ou sentimentos?

Qual é a sua natureza: espiritual ou terrena? Entenda o que define sua vida espiritual

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A vida do obreiro não pode ser sustentada por sentimentos, mas pela fé na Palavra de Deus. Essa foi a principal direção transmitida na Reunião dos Discípulos deste sábado (11): quem baseia suas decisões no coração se torna vulnerável diante das lutas espirituais e corre o risco de esfriar na fé. O ensinamento reforça que apenas a convicção fundamentada na Palavra de Deus é capaz de sustentar o servo em meio às guerras diárias.

A base da fé não são sentimentos

O encontro foi conduzido pelo Bispo Macedo, que destacou que emoções e sensações são instáveis e insuficientes para sustentar a vida espiritual. No dia a dia, seja no trabalho, na escola ou em qualquer ambiente, o obreiro enfrenta desafios constantes — e não vence se agir pelo coração.

A orientação é clara: a fé eficaz não depende do que se sente, mas do que está escrito. Quando a pessoa se apoia em emoções, ela se torna instável e vulnerável ao fracasso espiritual.

“Quando a pessoa usa a fé baseada na própria vontade ou no coração, ela inevitavelmente se frustra. Muitos começam bem na obra, com entusiasmo e emoção, mas, quando as sensações passam, ficam sem base. Isso acontece porque construíram a fé em sentimentos, e não na Palavra de Deus, que é firme e imutável”, explicou o Bispo.

Alma vivente x espírito vivificante

A explicação central foi baseada em 1 Coríntios 15:45-50, que diferencia dois tipos de natureza: a alma vivente e o espírito vivificante.

A alma vivente representa a natureza emocional, sensível e inclinada às reações do coração. Já o espírito vivificante é aquele que nasce de Deus e vive guiado pela fé racional e espiritual.

“A pessoa que é apenas alma vivente reage às emoções, às circunstâncias e às pressões. Já o espírito vivificante permanece firme, porque não depende do que sente, mas do que crê. Essa pessoa carrega dentro de si a vida de Deus e transmite essa vida onde quer que esteja, pois sua natureza é espiritual e não emocional”, orientou.

O perigo de viver pelas emoções

A mensagem também destacou que o diabo explora justamente a fraqueza emocional do ser humano. Assim como aconteceu com Eva – que se deixou levar pelo que viu e sentiu – qualquer pessoa que vive pelas emoções se torna mais suscetível à queda.

Pessoas muito sensíveis, que se ofendem facilmente, se frustram rapidamente ou mudam de comportamento conforme as circunstâncias, revelam uma fé ainda não consolidada no espiritual. “Quando o coração governa, a mente se torna refém. A pessoa emocional reage a tudo: se ofende, se entristece, desanima. Já quem é espiritual não se deixa levar por isso. Ela enfrenta as situações com base na Palavra e permanece firme, independentemente do que sente ou deixa de sentir”, acrescentou o Bispo.

O novo nascimento define a natureza espiritual

Um dos pontos mais fortes da reunião foi o alerta sobre a necessidade do novo nascimento. Não basta estar na igreja ou ter conhecimento bíblico — é preciso nascer de Deus. Esse novo nascimento, descrito também no ensinamento de Jesus a Nicodemos, transforma a natureza da pessoa, que deixa de ser apenas emocional para se tornar espiritual.

“Quem não nasceu do Espírito Santo pode até conhecer a Bíblia, frequentar a igreja e exercer funções, mas não conhece verdadeiramente a Deus. O novo nascimento muda a natureza da pessoa. Ela deixa de ser guiada pelo coração e passa a viver pela fé, assumindo a identidade espiritual em qualquer lugar, independentemente das circunstâncias”, reforçou o Bispo.

Como identificar quem é espiritual

A diferença entre quem é espiritual e quem é apenas emocional se revela na prática, especialmente nas situações difíceis. É nas lutas que a verdadeira natureza aparece. Quem é espiritual permanece firme, recorre à Palavra e não negocia a fé. Já quem é emocional oscila, se divide entre Deus e o mundo, e acaba cedendo às próprias vontades.

“A pessoa espiritual não vive dividida. Ela não tenta conciliar o reino de Deus com o reino deste mundo. Sua vida é definida por uma escolha clara: fazer a vontade de Deus. Por isso, ela permanece, mesmo em meio às dificuldades, pois sua fé não depende das circunstâncias, mas da convicção que vem do Espírito”, revela.

A decisão que define o futuro espiritual

A orientação final reforça que não existe meio-termo na vida espiritual. Ou a pessoa é guiada pelo Espírito de Deus, ou permanece na natureza emocional.

“A sua alma está em jogo. Não é uma questão de sentimento, mas de decisão. Quem quer o Espírito Santo precisa abrir mão da própria vontade e viver para cumprir a vontade de Deus. Só assim se torna, de fato, espiritual e capaz de permanecer firme até o fim”, concluiu o Bispo.

Por fim, assista ao encontro, na íntegra, clicando aqui.

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Colaborador

Rafaella Rizzo / Fotos: Demetrio Koch