Obreiros em Foco destaca o trabalho da Igreja Universal na França
Conheça os desafios do trabalho evangelístico no país europeu
Durante o programa Obreiros em Foco, dessa última terça-feira (17), o Bispo Adilson Silva conversou com o pastor Alfredo Neves e sua esposa, Andreia. Atualmente, o casal auxilia no cuidado dos obreiros da França e atuam em uma Igreja localizada na região central de Paris, a cerca de 15 minutos da Torre Eiffel.
Desde 1992, a Universal está presente no país, e conta com 31 Templos, 24 núcleos, 44 casais de pastores, 10 auxiliares, dois IBURDs, cerca de 500 obreiros, 45 colaboradores e 51 CPOs.

País de cultura rica, mas com desafios espirituais
A França é conhecida mundialmente por sua cultura, arte, paisagens e gastronomia, fatores que a tornam um dos destinos turísticos mais visitados do mundo. O país possui aproximadamente 68 milhões de habitantes.
Entretanto, apesar de tantos encantos, existem muitos desafios espirituais e sociais. Segundo o pastor, os principais problemas enfrentados pela população envolvem questões familiares, vícios e depressão.
“Muitos chegam no país à procura de uma vida melhor, mas os sonhos acabam por ficar no aeroporto e devido aos problemas financeiros muitos se envolvem com drogas, prostituição e pensamentos suicidas”, relata o pastor.

O trabalho evangelístico enfrenta restrições devido as leis locais. Sobre isso, o pastor comenta: “Apesar das leis serem um pouco contra o evangelho, ainda podemos, graças a Deus, evangelizar nas ruas. Embora o nome de Jesus não seja tão bem aceito aqui, temos que usar às vezes outras formas de falar sobre a salvação. Temos o grupo de evangelização que sai todos os sábados.”
Da mesma forma, ele ressaltou que a Obra utiliza fortemente as redes sociais com programas importantes no Facebook, Instagram, além da rádio online. O Univer Video é usado tanto para evangelizar quanto como suporte para pessoas que vivem em regiões onde a Universal ainda não chegou, permitindo que acompanhem os cultos on-line.
Palavra que transforma famílias
Durante a entrevista, o pastor também relembrou sua história. Ele cresceu em uma família completamente destruída, marcada por conflitos, doenças e falta de paz.
“Minha família tinha tudo para dar certo, mas infelizmente deu tudo errado, havia muitas doenças, muitas brigas, muita inveja. Assim que nasci, fui arrancado dos meus pais pela minha avó, que não queria que eu ficasse com eles”, detalha o pastor.
O primeiro contato com a Igreja aconteceu por meio de um convite ouvido no rádio, quando seus pais decidiram buscar ajuda espiritual. Posteriormente, ele se entregou a Deus, recebeu o Espírito Santo e passou a ter o desejo de servir no altar. Entretanto, ele menciona que precisou enfrentar a família para seguir o chamado do Ide.

Andreia, por sua vez, chegou à Igreja com sua avó ainda criança, entre 8 e 9 anos, após ser abandonada pela mãe devido a conflitos familiares. Embora estudasse e tivesse planos profissionais, nasceu nela o desejo de servir a Deus.
No entanto, enfrentou oposição do pai, que ameaçava tirá-la da avó — que tinha sua guarda — caso seguisse a ideia de servir mais. “Quanto mais eu queria me entregar ao trabalho de Deus havia sempre uma barreira, porque o meu pai falava que se eu viesse para a seita, como ele sempre chamava a Igreja, ele iria me arrancar da minha avó”.
Mesmo nessa situação, o desejo de servir falou mais alto. Assim, ela recebeu o Espírito Santo, passou a se dedicar na Obra e, posteriormente, conheceu seu marido. Juntos, uniram-se ao propósito de Deus.
Desafios da missão em solo europeu
O casal está há 15 anos no país, e para Andreia o maior desafio ao chegar à França foi o idioma. Além disso, ela explicou que a rotina exige dedicação integral, com atendimentos, visitas, evangelização e apoio espiritual constante.
Por outro lado, o pastor Alfredo apontou que o trabalho ainda precisa de mais voluntários, pois existem muitas cidades e regiões onde a Igreja não conseguiu chegar. Consequentemente, pessoas entram em contato pedindo orientação, visitas e orações, o que evidencia a necessidade de trabalhadores dispostos.
“O Ide só pode se concretizar se nós mesmos dizemos: ‘Eis-me aqui’. Quando a pessoa abraça realmente esta causa, ela vai, seja aqui ou em qualquer outro país. Se tivermos que recomeçar em outro lugar e aprender outra língua, vamos aprender… porque a vida do servo é essa”, complementa o pastor.
Por fim, o bispo agradeceu a participação do casal e ressaltou, juntamente com os pastores Clóvis e Flávio, a importância de, além de receber o chamado do Ide, colocar-se à disposição de Deus, dizendo: “Eis-me aqui”.
Confira o programa na íntegra:
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