O que falta para alcançar mais almas na Itália?
Entre a tradição religiosa, as mudanças sociais e os desafios da evangelização, a Igreja Universal segue avançando na Itália há mais de três décadas
Em 1993, a Igreja Universal chegou à Itália, um país conhecido pelos monumentos históricos, pela gastronomia e pela suscetibilidade a desastres naturais. Desde o início, o trabalho foi guiado pelo cumprimento da missão determinada pelo Senhor: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15).
O primeiro local, com capacidade para cerca de 80 pessoas, foi inaugurado em Roma, capital italiana, em 20 de novembro de 1993. A partir dali, a Universal expandiu sua atuação por todo o país, levando o mesmo propósito a diferentes regiões.
Entre a tradição religiosa e a incredulidade



Embora seja considerada uma nação de forte tradição religiosa, a Itália tem vivenciado uma queda na prática da fé. Segundo o Bispo Jorge Silva, responsável pelo trabalho no país, muitos italianos mais velhos acreditam que já conhecem a Deus e, por isso, não veem necessidade de aprofundar seu relacionamento com Ele. Entre os mais jovens, por outro lado, cresce o ceticismo em relação à fé.
Essa realidade torna o trabalho evangelístico ainda mais desafiador, exigindo dedicação, perseverança e, sobretudo, homens e mulheres dispostos a levar a Palavra àqueles que se afastaram de Deus e estão tomados pela incredulidade.
diferentes povos
A diversidade cultural é uma das marcas da Universal na Itália. Nas regiões do Norte, a maioria dos membros é formada por estrangeiros que escolheram o país para viver e construir suas famílias. Já no Sul, a presença de italianos é predominante.
Atualmente, estima-se que cerca de 60% dos frequentadores sejam estrangeiros residentes e 40% sejam italianos. Além disso, as igrejas recebem regularmente turistas que participam das reuniões durante suas viagens.
Poucos trabalhadores
Um dos maiores desafios da Obra missionária na Itália é a necessidade de mais trabalhadores para a Seara. Hoje, o trabalho é realizado por um bispo, 16 pastores, 12 esposas, 115 obreiros, 250 voluntários de grupos e 5 pessoas no Curso Preparatório para Obreiros (CPO). Todos atuam em 15 igrejas e dois núcleos fixos espalhados pelo país.
Uma geração que busca oportunidades longe de casa
A Itália enfrenta dois fenômenos que marcam sua realidade atual: o baixo índice de natalidade e a chamada “fuga de cérebros”, que leva milhares de jovens a deixarem o país em busca de melhores oportunidades. Como consequência, a população envelhece cada vez mais, tornando o grupo Calebe Universal um dos mais atuantes da Igreja no atendimento espiritual à terceira idade.
Ao mesmo tempo, essa disposição para atravessar fronteiras revela o potencial de uma geração que também pode atender ao chamado de Deus. Diante dessa realidade, o Bispo Jorge Silva reforça a necessidade de mais pessoas dedicadas à Obra no país:
“Temos muito para fazer aqui e poucos para ajudar. Imagine o que um jovem disposto a obedecer ao Ide pode realizar em um país com tanto potencial para ganhar almas como a Itália.”
Da angústia à bênção

Antes de conhecer a Igreja Universal, Silvia Vecciarelli, de 52 anos, enfrentava crises de insônia, depressão, síndrome do pânico e diversos problemas de saúde. Ela conta que vivia consumida por uma angústia constante e acreditava não haver solução para o seu sofrimento. “Nada preenchia o vazio que existia dentro de mim e, com o passar do tempo, perdi a esperança de encontrar uma saída. Cheguei ao ponto de desejar a morte.”
A mudança começou após um convite para ir à Universal. Ao colocar em prática os ensinamentos da fé, sua vida foi transformada. “Entreguei minhas dores e aflições nas mãos de Deus, recebi o Espírito Santo e hoje tenho uma vida restaurada e abençoada”, diz ela, que serve a Deus como obreira.
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