O perigo de participar da Santa Ceia sem discernimento
Na reunião realizada no Templo de Salomão, o Bispo Renato Cardoso explicou por que a cerimônia é mais do que um ritual religioso
A Santa Ceia é um momento de profunda comunhão e autoavaliação espiritual. Mais do que um símbolo, ela representa a aliança entre o Corpo — a Igreja — e a Cabeça, que é Cristo. O ensino à luz de 1 Coríntios 11 reforça que participar da mesa do Senhor exige alinhamento, submissão e sinceridade diante de Deus.
Santa Ceia: comunhão
Ao instituir a Ceia, Jesus tomou o pão, deu graças e declarou: “Isto é o meu corpo”. O pão passou a simbolizar o Seu corpo entregue, e, por extensão, a própria Igreja, chamada nas Escrituras de Corpo de Cristo. Assim, cada celebração da Santa Ceia também representa o relacionamento entre os membros e a Cabeça.
Nesta quarta-feira (18), o Bispo Renato Cardoso explicou, no Templo de Salomão, que a comunhão não é automática, mas exige ajuste constante: “Quando falamos em comunhão, falamos de alinhamento. O corpo precisa estar ajustado à cabeça. Se há desalinhamento, surgem dores. Assim como no corpo físico, quando uma articulação sai do lugar é necessário correção e tratamento, também na igreja, quando alguém deixa de se submeter à direção de Cristo, todo o corpo sofre. A Santa Ceia é esse momento de realinhamento espiritual.”
Igreja institucional e Igreja espiritual: uma distinção necessária
O texto de 1 Coríntios 11 foi escrito pelo apóstolo Paulo à igreja de Corinto, uma comunidade marcada por conflitos, divisões e heresias. O fato de existirem duas cartas dirigidas aos coríntios já demonstra a gravidade da situação. Paulo afirma:
“Porque, antes de tudo, ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões” (1 Coríntios 11:18).
O Bispo destacou que a igreja visível — a instituição — reúne tanto pessoas verdadeiramente convertidas quanto frequentadores que ainda não nasceram de Deus. A igreja espiritual, porém, é formada apenas pelos que pertencem a Cristo.
“Nem todos os que frequentam uma instituição religiosa fazem parte da Igreja espiritual. A Igreja de Jesus é composta pelos que nasceram de Deus e vivem segundo a Sua Palavra. Por isso, sempre haverá conflitos em qualquer ajuntamento, porque ali estão misturados os sinceros e os que apenas aparentam ser.”
Esse entendimento ajuda a explicar por que nenhuma igreja é perfeita: há pessoas em diferentes níveis de fé e compromisso.
Dissensões e heresias: sinais de desalinhamento
Além das divisões, Paulo menciona as heresias:
“E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós” (1 Coríntios 11:19).
Heresia, conforme explicado, é o desvio da verdade bíblica para justificar vontades pessoais. Muitas vezes, pessoas procuram na Bíblia apoio para permanecer no erro, em vez de se submeterem à transformação que a Palavra exige.
“A pior atitude diante das Escrituras é procurar nelas justificativa para continuar como se está. A Palavra de Deus não foi dada para nos apoiar no erro, mas para nos confrontar. Quem se aproxima da Bíblia com humildade aceita ser corrigido. Quem deseja apenas validação cria interpretações que favorecem a si mesmo”, enfatizou o Bispo.
Assim, as heresias acabam revelando quem está disposto a obedecer e quem prefere adaptar a verdade à própria conveniência.
A banalização da Santa Ceia em Corinto
O problema em Corinto não era apenas teológico, mas também comportamental. A celebração da Ceia havia se tornado desordenada. Paulo repreende:
“Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome e outro se embriaga” (1 Coríntios 11:21).
O momento que deveria simbolizar unidade havia se transformado em egoísmo e carnalidade. O ritual permanecia, mas o espírito havia sido perdido. O mesmo risco existe atualmente:
“É possível cumprir todos os rituais externos da fé e, ainda assim, permanecer distante de Deus. A pessoa pode batizar-se, contribuir, participar da Santa Ceia e continuar vivendo deliberadamente em pecado. Quando o rito substitui a transformação, a fé torna-se apenas religiosa”, alertou.
O perigo de participar indignamente
“Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado do corpo e do sangue do Senhor” (1 Coríntios 11:27).
Participar indignamente significa tomar parte do símbolo sem viver o compromisso que ele representa. É manter-se em desobediência consciente, recusando-se a mudar.
O Bispo foi enfático ao explicar a gravidade desse ato: “Quando alguém participa da Santa Ceia sem arrependimento, sem submissão à Palavra, coloca-se em posição extremamente perigosa. A Bíblia afirma que tal pessoa se torna culpada do corpo e do sangue do Senhor. Não se trata de um detalhe, mas de algo espiritual e sério. A mesa do Senhor exige discernimento, exame próprio e decisão de mudança.”
O que fazer antes de participar da Santa Ceia?
O próprio texto orienta:
“Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice” (1 Coríntios 11:28).
A instrução é clara: autoavaliação sincera.
Ao final da mensagem, o ensinamento deixou um direcionamento prático:
- Examine sua vida à luz da Palavra.
- Abandone justificativas pessoais e heresias.
- Submeta-se integralmente à direção de Cristo.
- Realinhe-se com a Cabeça para que o Corpo não sofra.
A Santa Ceia não é um ritual social, mas um compromisso espiritual. Participar dela exige arrependimento, decisão e alinhamento com Cristo.
Diante do alerta de 1 Coríntios 11, a pergunta final permanece: você faz parte apenas da instituição religiosa ou pertence, de fato, à Igreja espiritual de Jesus?
Participe:
Aprenda mais sobre a Salvação e o arrependimento verdadeiro participando dos estudos que acontecem toda quarta-feira no Templo de Salomão, às 20h.
Além disso, você também pode ir à Universal mais próxima de sua casa. Clique aqui para encontrar endereços e horários.
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