O mal que vem das suas palavras 

Alguns homens podem criar um ambiente ruim à sua volta, dependendo do que sai da sua boca, o que mostra a quem servem de verdade

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Um homem racional e inteligente precisa tomar cuidado com as palavras que emite. Às vezes, alguns podem soar agressivos e ofender facilmente as pessoas à sua volta. Esse comportamento, segundo a psicologia, pode ser uma forma de defesa inconsciente, chamada de passiva-agressiva. Porém nem sempre é. Essa atitude pode também ser traço de falha de caráter mesmo. Por isso, cada um deve analisar suas atitudes, pois, de um jeito ou de outro, é responsável pelo mal que pode causar ao seu redor.

Segundo a Associação Americana de Psicologia (APA, na sigla em inglês), o passivo-agressivo tem sempre um comentário sarcástico sobre os outros, recheia de ironia seus comentários e se ocupa em falar mal das pessoas pelas costas, dissimulado que é. Se alguém o incomoda por parecer melhor do que ele em algum aspecto, ele começa a tecer comentários negativos e depreciativos sobre a pessoa, muitas vezes com indiretas ou sem a presença dela. Essa é uma atitude de moleque, não de homem.

Conforme a APA, o passivo-agressivo usa essa lamentável estratégia para evitar conflitos ou se defender – muitas vezes de quem nem pretende atacá-lo nem o enxerga como ameaça. Outro traço dele: mesmo sabendo que o argumento da outra pessoa é válido, nunca dá o braço a torcer.

O passivo-agressivo revela imaturidade, é egocêntrico. Sabe aquele caso, no meio profissional, de “pintinho que quer cantar de galo”, como diz o jargão popular? É um deles, quando ele usa o sarcasmo e os maus comentários para se sentir superior. Ele fica ofendido se sua inexistente autoridade é questionada ou não obedecida e parte para mais agressão.

E, quando tem o cargo que deseja, usa as palavras hostis, as alfinetadas, a ignorância para, na mente dele, se manter no controle. É esse tipo de pessoa que tece comentários negativos sobre uma pessoa que até admira (sem admitir) para fazer os outros não gostarem dela.

Para ele e para seus “seguidores” (que nem sempre o fazem por mal), a Bíblia tem um importante recado: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.” (Salmos 1.1-4).

Como já dito anteriormente, seja por algo mal resolvido no passado, seja por falha de caráter, o homem que tem esse comportamento é, sim, responsável pelo mal que espalha. Como ele pode dizer que é de Deus e espalhar o mal dessa forma tão traiçoeira, com palavras rudes ditas direta ou indiretamente?

Ter consciência desse problema é algo que vai ajudar em sua vida e em seus relacionamentos. Um homem revestido pelo Espírito Santo tem a visão de Deus e pode usá-la para falar de forma agradável com os outros. A sabedoria do Espírito de Deus faz com que ele escolha bem suas palavras. Mesmo que, por um momento, ele sinta raiva, saberá usar sua Fé para acabar com o sentimento ruim sem ironias ou manipulações diabólicas.

Portanto, vigie-se para não ser um passivo-agressivo e não ser mais um na “roda dos escarnecedores”. Um homem deve se defender, claro, quando os perigos são reais, mas com retidão e justiça e sem ironias medíocres e jogo sujo. Ou seja: como homem – à imagem e semelhança de Deus.

Aproveite a última semana do Jejum de Daniel para consertar essa atitude e buscar o Espírito Santo para transformá-lo.

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Autor

Marcelo Rangel / Foto: Getty Images