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Notícias | 2 de setembro de 2018 - 00:05


O Lúpus e suas consequências físicas e emocionais

Saiba como Jackeline Sena foi afetada pela doença e venceu o diagnóstico

Quando vivia um dos momentos mais especiais de sua vida, a preparação para seu casamento, a assistente de operações Jackeline Alves de Oliveira Sena, de 24 anos (foto acima), fez alguns exames de rotina e descobriu que tinha lúpus.

O diagnóstico foi confirmado em 2015, quando faltavam apenas três meses para o grande dia.
Depois da comprovação médica, surgiu o primeiro sintoma da doença: uma forte coceira na pele. As principais áreas do corpo afetadas foram braços, pernas, ombros e barriga. A coceira que sentia era intensa e desesperadora. “As feridas chegavam a grudar minha pele na roupa, saía pus e coçava muito. Em dois meses gastei R$ 1 mil só com tratamentos tópicos, como cremes e sabonetes, para aliviar a coceira, mas não tive resultados”, diz.

Ela ressalta que os médicos a alertaram de que a doença poderia se agravar e afetar alguns órgãos internos, como os rins e o pulmão. Além de afetar o aspecto físico, o lúpus também trazia abalos emocionais. Por causa das marcas vermelhas e escuras que se espalhavam pelo corpo, a jovem evitava sair de casa em algumas ocasiões. “Me sentia muito triste, usava sempre calças e blusas de mangas longas, tinha receio de que meu noivo sentisse vergonha de mim. Foi uma fase muito difícil.”
Despertando a fé
Essa situação acompanhou Jackeline até o dia do seu casamento e marcou de forma negativa uma data tão bonita.
Então, ela se revoltou com o problema ao imaginar quantos outros momentos especiais poderiam ser prejudicados ou não existiriam em razão da doença.
Depois que voltou de lua de mel, Jackeline teria que fazer um tratamento, que já estava agendado previamente, e usar uma medicação muito forte. Porém optou por manifestar a fé e fez propósitos de cura na Universal, usando a água que era consagrada nas reuniões. Ela já frequentava a Universal e tinha testemunhado milagres de cura na vida de outras pessoas. “Eu levava a garrafa com a água de casa na Igreja e o pastor colocava a gota do milagre e apresentava para Deus. Além de beber um pouco da água na Igreja e em casa, durante a semana, eu a usava como se fosse um remédio e lavava as feridas. Assim eu usava minha fé”, afirma.

A cura
Jackeline perseverou no tratamento da água consagrada pela fé e, em menos de cinco meses, percebeu uma melhora significativa em todo o seu corpo. Ela não sentia mais coceira, as manchas tinham clareado e não apareceram novas feridas.
Então, ela voltou ao hospital para realizar novos exames específicos para avaliar o lúpus. Por meio deles, comprovou que não constavam mais vestígios da doença em seu organismo e que ela estava totalmente curada.
Ela se recorda que o médico a questionou sobre o fato de ela não ter feito uso da medicação recomendada. Contudo ela lembra que ele ficou surpreso ao saber de sua fé em Deus e reconheceu que nunca havia presenciado até aquele dia nenhuma pessoa que tivesse sido curada dessa doença.
Jackeline admite que antes de ter apresentado os sintomas da doença não levava a sério o propósito da água consagrada nas reuniões, mas afirma que depois de ter passado por essa experiência negativa nunca mais deixou de participar dele e de usar a fé em favor de sua saúde.
Hoje, a jovem conta, por meio de sua história, como o poder de Deus é manifestado quando a fé é colocada em prática.
O que diz a especialista
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica, autoimune, que faz com que as células de defesa do corpo ataquem as células saudáveis, provocando inflamações em órgãos como pele, olhos, rins, cérebro, coração ou pulmões. A explicação é de Nafice Costa Araújo, médica assistente no serviço de reumatologia do
Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, membro do Comitê Científico da Sociedade Paulista de Reumatologia e mestre em Reumatologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo ela, a causa da doença não é conhecida e pode surgir de forma simultânea ou sequencial. Pessoas com propensão genética para a doença poderão desenvolver os sintomas depois de expostas a fatores ambientais, como uso de substâncias medicamentosas, após uma infecção ou por causa da exposição solar exagerada.
De acordo com ela, a doença pode ser classificada em dois tipos: lúpus cutâneo, que se manifesta com manchas na pele (geralmente avermelhadas), principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas e nos braços); e o lúpus sistêmico, que acomete um ou mais órgãos internos.
A médica pontua que os sintomas do lúpus são variados e podem surgir isoladamente ou de forma sequencial. Os mais comuns são cansaço, febre, emagrecimento, queda de cabelo (alopecia) e perda de apetite. As manifestações clínicas podem ocorrer em razão da inflamação na pele (principalmente lesões avermelhadas nas maçãs do rosto e no dorso do nariz, em asa de borboleta). Podem ocorrer também dores nas articulações e inflamações em mucosas (úlceras orais), rins (nefrite), nervos (neuropatias), cérebro (meningite, vasculite ou trombose), membranas que recobrem o pulmão (pleurite), coração (pericardite) e vasos (fenômeno de Raynaud e vasculites).
O diagnóstico é feito por meio do reconhecimento médico de um ou mais sintomas e exames de sangue, urina e imagens, que são habitualmente usados para a definição final do quadro.
A médica afirma que para a medicina o lúpus não tem cura. Entretanto o diagnóstico precoce e o tratamento adequado estão associados à sobrevida dos pacientes.
Reunião da Saúde restaurada
Direcionada a quem sofre com uma doença, dores ou problemas de saúde persistentes. Todas as terças-feiras, no Templo de Salomão ou em uma Universal mais próxima de você. Para saber os horários, acesse aqui.

* A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente


  • Kelly Lopes / Foto: Cedidas e Arquivo Pessoal 


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