O diagnóstico que gerou revolta, fé e uma visita inesperada

Ao receber a notícia de que estava com diabetes tipo 1, Sebastiana Santos não aceitou o resultado do exame e viveu uma experiência fora do comum meses depois

Imagem de capa - O diagnóstico que gerou revolta, fé e uma visita inesperada

Em 2023, a cuidadora Sebastiana do Nascimento Santos, de 57 anos, começou a sentir tonturas, náuseas, um mal-estar constante e a perder peso. Segundo ela, tudo que comia lhe fazia mal. Com a persistência dos sintomas, ela procurou uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para se submeter a uma consulta e a médica solicitou exames.

Quando os resultados ficaram prontos, o diagnóstico foi de diabetes tipo 1. Os níveis de glicose e hemoglobina glicada estavam altos, o que causou estranheza até à médica, já que Sebastiana se alimentava bem, cuidava da saúde e não exagerava no consumo de açúcar.

Diabetes mellitus tipo 1 (DM1)

A diabetes é uma doença caracterizada pela produção insuficiente ou pela má utilização da insulina, hormônio responsável por regular a glicose no sangue e fornecer energia às células. O aumento da glicemia, quando não controlado, pode causar complicações graves, como doenças cardíacas, problemas nas artérias, retinopatia, doença renal, neuropatia, pé diabético e até amputações. Ela também pode levar à morte em casos mais severos.

A diabetes mellitus tipo 1 (DM1) geralmente é hereditária e causada pela destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Entre os principais sintomas estão sede excessiva, fome frequente, urinar em excesso, perda de peso, fraqueza e fadiga. O tratamento exige o uso diário de insulina para controle da glicose e prevenção das complicações.

Fonte: Ministério da Saúde.

A notícia a impactou imediatamente e a reação de Sebastiana decorreu das lembranças familiares que afloraram, como conta: “Eu já tinha perdido a minha mãe para a diabetes. Inclusive, quando ela morreu, os níveis mostrados nos exames eram iguais aos meus. Meu irmão é pré-diabético e minha tia também tem a doença. Venho de uma família em que esse diagnóstico é comum. Quando a médica falou qual era o resultado, pensei em tudo isso. Mas, em vez de ter medo ou me desesperar, algo diferente aconteceu comigo: senti revolta. Olhei para a médica e disse com firmeza: ‘Doutora, eu não aceito””.

“Só um milagre”

Sem compreender sua reação, a médica perguntou se ela sabia o que era a doença e explicou que ela precisaria tomar medicamentos pelo resto da vida, inclusive insulina, além de adotar diversas restrições alimentares. Ou seja, sua rotina mudaria completamente. Ela a informou ainda que, depois de repetir os exames após seis meses, o tratamento seria contínuo.

Ao confirmar que conhecia a gravidade do seu quadro clínico e insistir que não o aceitava, Sebastiana ouviu da médica a afirmação de que “só um milagre” a curaria, pois não existe cura para a diabetes. Sebastiana respondeu que cria em Deus. A médica, então, a aconselhou a usar a fé. Cheia de convicção, Sebastiana rebateu que era justamente esse milagre que Deus faria em sua vida.

O tratamento da fé

A partir daquele dia, Sebastiana passou a frequentar a reunião de cura que ocorre às terças-feiras na Universal. “Comecei a usar minha fé de forma consciente. Eu levava meus exames, receitas e medicações e dizia, em oração, que não aceitava aquele problema de saúde, pois servia a um Deus grande. Eu queria a minha cura e o meu milagre”, relata.

Ela seguiu todas as orientações médicas, como detalha: “Tomei a medicação, apliquei insulina e mudei completamente minha alimentação. Mas, internamente, eu não aceitei aquela condição. Eu seguia o tratamento, exercia também a minha fé e determinava que aquela doença não ficaria na minha vida”, destaca.

Diagnóstico revertido

No final do mesmo ano, ao chegar o prazo indicado para refazer os exames, ela retornou à unidade de saúde. Como a médica não encontrou os resultados dos exames no sistema, a orientou que continuasse com a medicação.

Sebastiana voltou para casa, mas, quatro dias depois, recebeu uma visita inesperada: a médica foi à sua residência acompanhada por agentes de saúde. “Eu me assustei porque o médico só vai à casa do paciente quando o quadro clínico é muito grave. Ela se sentou comigo, leu os exames e disse algo que eu nunca vou esquecer: ‘A senhora foi curada. A senhora não tem mais diabetes'”.

Segundo Sebastiana, a médica explicou que não se tratava da doença estar controlada nem de pré-diabetes. Os exames estavam completamente normais. “Ela disse que meu sangue estava limpo, como se eu nunca tivesse tido a doença.”

Para Deus não há impossível

Com base no resultado, a médica suspendeu toda a medicação e afirmou que Sebastiana não precisava mais de insulina nem de remédios para pressão arterial ou colesterol. Emocionada, ela repetiu várias vezes que estava tudo normal, abraçou Sebastiana, chorou, afirmou que nunca tinha presenciado algo semelhante e reconheceu que se tratava de um milagre.

Hoje, Sebastiana afirma que não tem nenhum sintoma, não usa medicação, mantém uma alimentação normal e tem qualidade de vida. “Estou curada pela graça de Deus e pela fé. Compartilho esse testemunho porque sei que milhares de pessoas sofrem com a diabetes. Se para a Medicina não tem cura, para Deus não há impossível”, comemora.

A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.

Saiba mais

Leia as demais matérias dessa e de outras edições da Folha Universal, clicando aqui. Confira também os seus conteúdos no perfil @folhauniversal no Instagram.

Folha Universal, informações para a vida!

imagem do author
Colaborador

Núbia Onara / Foto: Cedida