O despertar da fé: da descrença à sede pelas almas
A história por trás da conversão do Bispo Edir Macedo e do chamado para pregar o Evangelho
Ao observar o alcance que a Igreja Universal conquistou ao longo de quase 50 anos, é difícil imaginar que sua história começou de forma simples, em um coreto. Da mesma forma, quem vê hoje a intrepidez do Bispo Edir Macedo pregando o Evangelho talvez não imagine que a trajetória dele também foi marcada por inquietações e pela busca por respostas. Essa história é muito parecida com a de tantas pessoas que chegam à Universal quando já não sabem a quem recorrer e enxergam na fé uma última porta.
“Eu pensava em Deus com profundo respeito e veneração, mas como alguém distante, inalcançável e impossível de tocar”
No livro Nada a Perder 1, o Bispo Edir Macedo conta que nasceu em uma família católica e cresceu seguindo as tradições da religião. Sem um compromisso verdadeiro com Deus, ele recorria às rezas repetidas em situações de perigo, como uma espécie de “amuleto da sorte”.
“Aleluia, aleluia! Como no prato e bebo na cuia!”
Na adolescência, Edir Macedo chegou a zombar de pastores evangélicos que iam ao bairro onde morava para evangelizar. De bicicleta, Edir passava por eles rindo e zombando. Ao mesmo tempo, enfrentava dúvidas, sentimento de inferioridade e um vazio que não sabia explicar.
“Quem precisa mais de ajuda aqui? Ele ou eu?”
Em outro episódio relatado no livro, Edir participa de uma cerimônia de Sexta-Feira Santa e, diante da imagem de Jesus pregado na cruz, questiona se aquela representação poderia fazer algo por alguém. Esse incômodo que o levava a não aceitar as coisas por mera religiosidade já era o sinal da fé inteligente em seu interior.
“A mudança da minha irmã mais velha me despertou”
Elcy, irmã mais velha de Edir, passou a sofrer com fortes crises de bronquite asmática, o que levou a família a buscar alternativas quando os remédios já não faziam efeito. Depois de rezas, promessas e até uma tentativa em um centro espírita, a situação só mudou após uma oração feita por um pastor pelo rádio. O efeito foi imediato. Surpresos com o resultado, aos poucos, os familiares passaram a frequentar a igreja.
“Fiquei mais de um ano na igreja como um crente não convertido”
Em Nada a Perder, o Bispo Macedo conta que demorou para abandonar a mágoa e seu temperamento. Porém, quanto mais se envolvia com as coisas de Deus, mais sensível ficava à Sua voz. Assim, começou a obedecê-Lo, passou a honrá-Lo com os dízimos e abriu mão da própria vontade. Foi nesse processo que veio o arrependimento e o batismo com o Espírito Santo.
“Eu vou pregar o Evangelho na África”
Dia após dia, crescia em Edir Macedo o desejo de ganhar almas. Embora a vida profissional estivesse caminhando bem, aumentava também o desejo de levar o Evangelho a todo o mundo. Rejeitado pelos líderes da igreja que frequentava, ele decidiu, ao lado de sua esposa, Ester Bezerra, abrir mão de tudo para obedecer à voz de Deus e dar início à Igreja Universal do Reino de Deus.
Graças a Deus pelos problemas
Quem poderia imaginar que a doença de Elcy, irmã mais velha do Bispo Edir Macedo, levaria toda a família dele a conhecer o Senhor Jesus? Ou que a rejeição dos líderes da igreja seria o primeiro passo para que o Bispo fundasse a Universal?
À primeira vista, aqueles acontecimentos pareciam apenas problemas. Mas Deus os usou para despertar a fé do Bispo Macedo e abrir caminho para que Seus propósitos se cumprissem. A história mostra que uma situação que hoje parece sem sentido faz parte de algo muito maior, capaz de transformar não apenas uma vida, mas também alcançar muitas outras.
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