O caminho silencioso do adultério

Primeiro os olhos gostam, depois o coração deseja, a imaginação desenvolve e o físico executa

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Em um mundo onde a exposição a estímulos é constante, muitos homens pensam que o adultério começa apenas quando existe o envolvimento físico com outra pessoa. Porém, o Senhor Jesus revelou que ele começa muito antes disso.

“Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mateus 5:28).

Essa afirmação mostra que a traição não nasce no ato, mas no interior do homem. Existe um processo que leva ao erro. Primeiro os olhos gostam, depois o coração deseja, a imaginação desenvolve e, por fim, o físico executa.

O que muitos ignoram é que, quando o pecado chega ao último estágio, ele já percorreu um longo caminho dentro da mente e do coração.

A verdade é que a queda moral raramente acontece de forma repentina. Ela começa com pequenas permissões que a pessoa dá a si mesma.

Afinal, ninguém acorda de manhã decidido a cometer adultério. Esse processo geralmente começa com algo aparentemente inocente, como um olhar prolongado, uma conversa alimentada ou uma fantasia permitida.

O segredo para evitar o adultério

Por isso, o segredo para evitar o adultério não está em tentar lutar contra ele quando já está dentro do coração, mas impedir que ele entre.

Os olhos: O primeiro filtro

Se você alimenta os olhos com aquilo que não deveria desejar, inevitavelmente estará alimentando pensamentos e emoções que se tornarão difíceis de controlar. O olhar que permanece, a curiosidade que se permite, a comparação que se faz, tudo isso abre espaço para que a imaginação comece a trabalhar.

E a imaginação é um terreno perigoso. O que começa como um simples pensamento pode se transformar em um desejo insistente. Por isso, o homem sábio aprende a aplicar o freio logo no início.

Aplique o princípio de Jó

Se você não deixar entrar, não terá que lutar para tirar de dentro de você.

A Bíblia mostra que a fidelidade começa na mente e no coração. Jó, por exemplo, tomou uma decisão consciente para proteger sua pureza: “Fiz aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?” (Jó 31:1).

Ele não disse que lutaria contra pensamentos depois que surgissem. Ele decidiu impedir que os olhos se demorassem onde não deveriam.

O homem que quer preservar seu casamento precisa desenvolver esse mesmo princípio: ter disciplina visual, vigilância mental e respeito absoluto pela sua aliança.

O adultério destrói famílias, fere filhos e corrói o caráter do homem. Mas ele pode ser evitado quando o homem decide vigiar a porta de entrada.

E essa porta, quase sempre, são os olhos.

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Colaborador

Redação / Foto: Diy13/gettyimages