A cruz: o caminho para vencer o ego e fortalecer o amor

Na Terapia do Amor, Bispo Renato e Cristiane Cardoso ensinam que o verdadeiro relacionamento começa com o sacrifício do “eu”

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Durante a palestra da Terapia do Amor realizada nesta quinta-feira, 26, no Templo de Salomão, o Bispo Renato Cardoso e sua esposa, Cristiane Cardoso, abordaram um dos temas mais profundos para a vida a dois: o impacto do ego nos relacionamentos e o papel da cruz como caminho para a verdadeira união.

Logo no início, foi destacado que muitas das diferenças que atraem no começo de um relacionamento podem, com o tempo, se tornar motivo de conflitos.

Diferenças que atraem… e depois afastam

Segundo a orientação, é comum que pessoas se atraiam justamente pelo que não têm. Enquanto um é mais introvertido, o outro é expansivo; enquanto um é mais calmo, o outro é mais agitado. No entanto, com o passar do tempo, essas mesmas características passam a gerar incômodos.

Por isso, os palestrantes alertaram: sem equilíbrio e maturidade, aquilo que uniu o casal pode se tornar motivo de separação. Dessa forma, entender e administrar essas diferenças é uma questão de inteligência espiritual.

A cruz como ponto de união

Em seguida, a mensagem direcionou os participantes à essência da fé cristã: a cruz. Não como símbolo físico, mas pelo que ela representa — renúncia, entrega e sacrifício.

De acordo com o ensinamento, é ao “pé da cruz” que o casal aprende a abrir mão do orgulho, dos argumentos e das barreiras emocionais. Quando um decide dar o primeiro passo e “baixar as armas”, o outro tende a seguir o mesmo exemplo.

Assim, a verdadeira união acontece quando ambos escolhem colocar o ego de lado e agir com base no que edifica o relacionamento.

União que começa em Deus

Outro ponto enfatizado foi que a união no casamento está diretamente ligada à união com Deus. Baseando-se no capítulo 17 do Evangelho de João, foi explicado que Jesus orou para que todos os que creem se tornassem um — assim como Ele é um com o Pai.

Ou seja, quando o casal se aproxima de Deus, naturalmente se aproxima um do outro. Trata-se de uma união completa: de pensamentos, sentimentos, corpo e espírito.

Além disso, foi ressaltado que essa transformação começa individualmente. Quando uma pessoa decide mudar suas atitudes e refletir Deus dentro de casa, ela se torna exemplo vivo para o cônjuge.

O poder do esvaziamento

Durante a palestra, Cristiane Cardoso destacou que não é possível ser “um” com Deus mantendo o próprio ego. É necessário se esvaziar — abrir mão do próprio jeito, das opiniões rígidas e até da necessidade de estar sempre certo.

Na prática, isso significa reconhecer falhas, ouvir o outro e estar disposto a mudar constantemente. Afinal, segundo ela, o “nosso jeito” muitas vezes é limitado e falho.

Pequenas atitudes revelam grandes problemas

Para exemplificar, foi compartilhada uma situação já vivida do dia a dia do casal: o simples hábito de dormir em horários diferentes. O que parecia um detalhe revelou um problema maior — o desejo de controlar o outro.

Assim, ficou claro que pequenas atitudes podem expor falhas internas, como orgulho e egoísmo. Por isso, é essencial estar atento aos sinais e disposto a corrigir o que for necessário.

Sacrifício: a chave para o “nós”

Por fim, o Bispo Renato Cardoso reforçou que a cruz se resume a uma palavra: sacrifício. Para viver um relacionamento saudável, é preciso abrir mão do “eu” em favor do “nós”.

Isso vale tanto para o casamento quanto para a vida com Deus. Quem insiste em manter seu próprio jeito a qualquer custo, acaba, inevitavelmente, colhendo solidão.

Por outro lado, quem decide sacrificar o ego descobre que a união vale mais do que qualquer orgulho.

Convite à transformação

Ao final, os palestrantes convidaram os participantes a continuar investindo na vida amorosa por meio das palestras da Terapia do Amor. As reuniões acontecem semanalmente no Templo de Salomão e recebem todos que desejam aprender a construir um relacionamento sólido, equilibrado e feliz.

Afinal, como a mensagem destacou, a verdadeira mudança começa quando cada um decide colocar o próprio “eu” no altar — e dar espaço para Deus agir.

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Colaborador

Sabrina Marques / Foto: iStock e Reprodução