Novas drogas: relatório da ONU alerta para avanço de substâncias sintéticas
Número de novas substâncias identificadas aumenta, enquanto no Brasil cresce o consumo de cigarros eletrônicos entre adolescentes
O avanço das drogas sintéticas tem chamado a atenção de autoridades de saúde e segurança em todo o mundo. Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas 2026, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), cerca de 331 milhões de pessoas consumiram algum tipo de substância psicoativa em 2024. O número corresponde a 6,2% da população mundial entre 15 e 64 anos.
Além disso, o relatório aponta que as apreensões realizadas em 2024 identificaram cinco vezes mais tipos de drogas do que antes dos anos 2000. Entre as 755 novas substâncias psicoativas notificadas, 118 foram registradas pela primeira vez.

Novas drogas representam um risco crescente
De acordo com a diretora executiva do UNODC, Monica Juma, o mercado ilegal tem ampliado o desenvolvimento e a oferta dessas substâncias.
“Observamos um aumento sem precedentes no surgimento de novos tipos de drogas no mercado e, de forma preocupante, algumas delas são mais potentes e perigosas do que as anteriores.”
Além disso, ela alerta para os impactos desse cenário na sociedade e destaca que milhões de pessoas já foram afetadas pelo avanço dessas drogas.
“Já estamos enfrentando as consequências: milhões de mortes prematuras e anos de vida saudável perdidos; redes de tráfico de drogas que afetam economias; a destruição de vidas, comunidades e meios de subsistência; e o agravamento da insegurança e da violência.”
Avanço no uso de cigarros eletrônicos
No Brasil, outro dado chama a atenção entre adolescentes de 13 a 17 anos: o aumento da experimentação de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes ou pods.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo IBGE, mostram uma mudança significativa no comportamento dos adolescentes entre 2019 e 2024:
- O percentual de estudantes de 13 a 17 anos que já haviam experimentado cigarro convencional caiu de 22,6% para 18,5%, uma redução de 4,1 pontos percentuais.
- Em contrapartida, o percentual de adolescentes que já haviam experimentado cigarro eletrônico subiu de 16,8% para 29,6%, um aumento de 12,8 pontos percentuais.

Especialista alerta para os riscos dos vapes
Em entrevista ao Balanço Geral, da Record TV, Stefania Piras, especialista em regulação e vigilância sanitária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), afirmou que os cigarros eletrônicos não ajudam quem deseja abandonar o cigarro tradicional.
Segundo ela, esses dispositivos podem favorecer o início da dependência, especialmente entre adolescentes e jovens.
Uma história de transformação
A realidade das drogas também marcou a vida de Matheus Silva, de 24 anos. Ele conta que teve o primeiro contato com as drogas aos 12 anos, quando experimentou maconha por influência de más companhias.
Mais tarde, aos 16 anos, após perder o irmão, Matheus se envolveu ainda mais com a dependência química e o crime. Passou a usar cocaína e, posteriormente, outras drogas.
Com o tempo, Matheus foi preso duas vezes. Durante uma das passagens pelo sistema prisional, conheceu o trabalho da Igreja Universal por meio do UNP (Universal nos Presídios). No entanto, depois de deixar a prisão, voltou a usar drogas e chegou a viver em situação de rua.

A mudança definitiva começou após um obreiro convidá-lo para participar de uma reunião em uma Igreja Universal. A partir daquele momento, Matheus decidiu reconstruir a própria vida, abandonou as drogas e recebeu o Espírito Santo.
Hoje, Matheus participa do trabalho evangelístico da Força Jovem Universal (FJU), onde compartilha sua experiência e leva uma mensagem de fé a outros jovens que enfrentam desafios semelhantes.
Confira o testemunho completo e conheça a história de transformação de Matheus:
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