Não faça da dor o seu pet

No Godllywood Autoajuda, Cristiane Cardoso explicou a origem da dor emocional e como ela, quando não é tratada, influencia a vida da mulher

Imagem de capa - Não faça da dor o seu pet

Muitas mulheres se apegam à dor emocional e a transformam em uma espécie de pet. Assim, o sofrimento vira algo inseparável delas. Mas para que serve a dor?

Essa foi uma das perguntas respondidas no final da tarde de sábado, 25 de julho, no encontro do Godllywood Autoajuda, realizado no Templo de Salomão, em São Paulo (SP), e transmitido por videoconferência para todo o Brasil. Durante o evento, Cristiane Cardoso revelou o real motivo da dor, sua origem e o que fazer para que ela seja resolvida. “A dor emocional não foi criada para nos apegarmos a ela. Mas Deus a deixou para que possamos entender que algo está errado”, disse.

Segundo ela, muitas mulheres se enganam ao acreditar que a dor está ligada ao acaso ou a uma injustiça da vida. “Você pode mudar o visual, constituir família, ter uma profissão e conquistas. Mas, se as suas dores forem mantidas como um ‘pet’ ou um ‘ursinho’, elas vão estragar a sua vida”, alertou.

Muitas mulheres se apegam às suas dores como se elas fossem um pet ou um ursinho de pelúcia e não enxergam a origem delas

Quando a dor conduz a vida

A dor emocional não resolvida tem o poder de se espalhar por todas as áreas da vida. “Uma pessoa machucada machuca outras pessoas, pois tudo o que ela faz é pela ótica da dor dela. Uma mulher assim se torna alguém difícil, que vê problema em tudo.” Cristiane destacou que, pela dor, muitas mulheres:

  • Se casam para fugir de problemas familiares, e não para amar e cuidar de alguém;
  • Têm filhos para tentar salvar o casamento, e não porque querem ser mães, educar e cuidar de uma criança;
  • Trabalham excessivamente para evitar voltar para casa;
  • Recorrem aos vícios para escapar da realidade;
  • Entram em relacionamentos para preencher a carência emocional.

A origem

Como lidar com essa dor? A resposta começa por entender a origem dela: “A dor é consequência do pecado, que foi gerado no Éden, quando Eva deu ouvidos à serpente e desobedeceu a Deus”.

Essa afirmação tem como base Gênesis 3:16: “E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor”. De acordo com Cristiane, essa foi a consequência do pecado de Eva e, por isso, muitas dores emocionais têm raiz no pecado, que pode se manifestar como medo, maus olhos, mágoas, revolta, inveja, entre outros.

O caminho para a cura

Para que a mulher se livre da dor, ela precisa identificar qual pecado a tem gerado e tomar a atitude que vai trazer a cura: o arrependimento.

Ao citar a passagem bíblica de Joel 2:13, em que o profeta orientou o povo de Israel a rasgar o coração, e não as vestes, e, assim, converter-se ao Senhor, Cristiane salientou a diferença dessas atitudes: “Rasgar as vestes diante da sua dor é o choro, o remorso e as promessas de mudança que não são cumpridas. Mas rasgar o coração diante de Deus é o que traz a mudança. É reconhecer o que fez de errado, tomar a responsabilidade para si e ser sincera diante de quem você é. Dessa forma, você alcança a conversão, que não é ser fanática, mas mudar de comportamento e rumo de vida.”

Com isso, a dor é removida. “Assim, você se torna uma mulher leve, que perdoa, entende, compreende, tem bons olhos e crê em dias melhores para si mesma, pois sabe que Deus está cuidando de tudo e tem o melhor”, concluiu.

Assista à reunião completa no UNIVER Vídeo.

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Colaborador

Camila Dantas / Fotos: Guilherme Branco