Na Coreia do Sul, o Ide leva a boa notícia a uma sociedade de contrastes

Com atuação marcada pelo apoio espiritual e humanitário, a Universal acolhe os desamparados e os que enfrentam as dores invisíveis do país oriental

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A Coreia do Sul é reconhecida mundialmente como uma potência de tecnologia avançada, disciplina rigorosa, infraestrutura moderna e transporte eficiente. Contudo, por trás do acelerado ritmo de desenvolvimento econômico, das extensas jornadas de trabalho e da intensa competitividade acadêmica, ocultam-se profundos desafios sociais e emocionais. A solidão, a depressão, a desigualdade de renda e as altas taxas de suicídio afetam diariamente inúmeros cidadãos, em especial idosos e jovens vulneráveis. O envelhecimento acelerado da população e o alto custo de vida agravam ainda mais a condição de pessoas desamparadas.

O começo

Diante dessa realidade, o trabalho da Igreja Universal teve início no país em janeiro de 2018. Inicialmente, os encontros eram realizados em um núcleo alugado no bairro de Hyehwa, na capital Seul, voltados a estrangeiros e imigrantes que buscavam alívio em meio a dificuldades financeiras e à distância da família. Posteriormente, o trabalho expandiu-se e fincou raízes na cidade industrial de Ansan, recebendo trabalhadores locais e de várias nacionalidades por meio de abordagens evangelísticas e distribuição de mensagens de fé.

O cenário atual

Atualmente sediada na capital, no distrito de Seocho-gu, a Universal mantém suas portas abertas diariamente, promovendo reuniões nos idiomas inglês e coreano. O apoio conta com a atuação de dois casais de pastores, dez obreiros, cinco colaboradores e dois integrantes do CPO, conduzidos pelo Pastor Roberto Furuguem e sua esposa, Sheyla.

Ao longo de sua trajetória no país, a Universal destaca-se pela prontidão em servir. Durante o período crítico da pandemia de Covid-19, por exemplo, voluntários mobilizaram-se para prestar socorro emergencial na estação de metrô de Seul, distribuindo refeições e máscaras para moradores de rua e desempregados.

A missão continua

Essa missão ganha ainda mais força nas mobilizações sociais promovidas no Ano do Ide. Por meio do programa Unisocial, ações mensais são realizadas na Estação de Seul, no distrito de Yeongdeungpo e na cidade de Incheon. Em uma recente mobilização, voluntários distribuíram alimentos e ofereceram acolhimento a cerca de 150 pessoas. “Cumprir o Ide exige coragem, amor pelas almas, disposição e, acima de tudo, compromisso com Deus e a obediência ao chamado, sem desanimar, sabendo que cada alma tem um valor inestimável diante de Deus”, destaca o Pastor Roberto.

Transformação que gera propósito

Antes de frequentar a Universal, o sul-coreano Lee Seung-hyup, de 33 anos, enfrentava uma rotina marcada por pressão e isolamento. “Eu levava uma vida exaustiva e solitária, em meio a uma competição incessante e persistente. Eu buscava apenas empregos melhores e salários mais altos para atender aos padrões ao meu redor, mas isso nunca me satisfazia, e eu sofria com uma solidão constante”, relata. A mudança definitiva ocorreu ao ter contato com as reuniões e com a Palavra de Deus. “Fui liberto. Hoje não tenho mais solidão, pois conheci o Senhor Jesus e recebi o Espírito Santo. Desde então, minha vida tem sido vivida para Deus”, afirma Lee, que em 2026 ingressou no CPO para se dedicar ao serviço da fé.

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Redação / Fotos: Cedidas e sayan uranan/getty images