Mortes solitárias: realidade crescente no Japão

Idosos representam a maioria dos casos no país. Entenda

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O número de “mortes solitárias” já representa quase 5% do total de óbitos no Japão. O fenômeno se refere a pessoas que morrem completamente sozinhas. Além disso, a situação se tornou tão comum na sociedade japonesa que ganhou até um termo próprio: “kodokushi”.

Entenda o cenário:

  • Segundo dados oficiais divulgados no fim de abril, 76.941 pessoas morreram sozinhas no ano fiscal de 2025, encerrado em 31 de março deste ano.
  • Os idosos representam a maior parte das vítimas. Em comparação com o ano anterior, foram registrados 921 casos a mais.
  • Além disso, as autoridades estimam que 22.222 desses casos se enquadrem como “koritsushi”, termo usado quando as pessoas encontram o corpo apenas oito dias após a morte.
  • Em 7.148 ocorrências, o equivalente a aproximadamente 9% dos casos, os corpos foram descobertos apenas depois de mais de um mês.
  • O cenário reforça o debate sobre solidão e isolamento social no Japão.

Projeto Calebe promove integração social:

Diante desse cenário, voluntários da Universal desenvolvem ações de apoio e integração social. Por meio do Projeto Calebe, voltado às pessoas com mais de 50 anos, o grupo promove atividades, eventos, cursos e iniciativas direcionadas ao bem-estar físico, emocional, mental e espiritual da melhor idade.

Além disso, o projeto também atua no Japão, promovendo atividades artísticas e culturais, rodas de conversa, exercícios físicos e outras iniciativas de integração social.

“Essas atividades desenvolvem a criatividade, a coordenação motora e a concentração, além de fortalecer a interação social, o trabalho em equipe e os momentos de convivência. Além disso, atividades como a ‘Roda de Conversa’ também promovem benefícios espirituais, aprendizado e fortalecimento da fé”, explica a coordenadora do projeto no país, Ariane Kawajami.

Atividade recente em Nagoya:

No início de maio, o grupo da cidade de Nagoya promoveu uma atividade de origami com integrantes da melhor idade.

“A prática do origami exige atenção aos detalhes e sequência de movimentos, o que ajuda a desenvolver foco e paciência. A atividade também melhora a concentração, estimula a memória, ajuda a reduzir a ansiedade e o estresse, além de exercitar o raciocínio lógico e espacial”, destaca Ariane.

Saiba mais:

Além disso, quem deseja participar do Grupo Calebe ou conhecer as ações realizadas em seu bairro ou cidade pode procurar uma Universal mais próxima. Para encontrar o endereço, clique aqui.

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Colaborador

Rafaella Rizzo / Fotos: iStock - Cedidas