“Me tornei alguém que nem eu mesma reconhecia”

Jacqueline Carmo se envolveu com drogas e relacionamentos fracassados, mas encontrou a saída de que precisava no poder do sacrifício no Altar de Deus

Imagem de capa - “Me tornei alguém que  nem eu mesma reconhecia”

A jovem Jacqueline Carmo, de 20 anos, diz que “praticamente nasceu na Igreja”. Ela fez parte da Escola Bíblica Infantil (EBI) e do grupo de adolescentes, hoje conhecido como Força Teen Universal (FTU). “Participava de peças, danças e apresentações e buscava fazer o meu melhor para Deus. Até que aos 11 anos tudo começou a se tornar um desastre na minha vida”, descreve.

Ela conta que começou a conviver com más amizades. “Conheci as drogas e a bebida. Comecei com a maconha, depois fui para o cigarro até chegar no lança perfume e no narguilé. Bebia com o pessoal na escola e saía escondido dos meus pais. Mudei meu jeito de falar, de andar e de me vestir. E aí aconteceu todo o processo de distanciamento da Fé.”

Mudança
Aos 12 anos, Jacqueline se envolveu com diversos rapazes. Aos 13 anos, se relacionou com um traficante. O namoro durou um ano.

“Conheci pessoas do crime que roubavam, vendiam e usavam muita droga. Andava com essas pessoas sem medo e sem pensar em nada do que estava fazendo. Nessa época, já não me reconheciam mais, muito menos meus pais.”

Jacqueline relata como seu relacionamento com os pais foi seriamente afetado. “Me tornei agressiva. Criei um ódio tão grande pela minha mãe que nem eu mesma conseguia explicar: queria todos por perto, menos ela. Brigávamos e havia agressões físicas e verbais. Não tinha nenhum prazer em estar dentro de casa. Não dormia direito e tinha pesadelos constantes.”

Ela menciona que passava as noites chorando, mas que seus pais não desistiram dela: “com tudo isso, meus pais jamais saíam do Altar. Faziam propósitos e, principalmente, o sacrifício na Fogueira Santa”, observa.

Fé é certeza
Jacqueline diz que, entre os 15 e 16 anos, ela chegou ao fundo do poço. Então, ela foi à Igreja para acompanhar uma conhecida que estava com depressão e foi convidada para participar da Força Jovem Universal. “Quis ajudá-la, mas eu também precisava de ajuda. Participando das reuniões, fui convidada a conhecer a FJU. Percebi que aquilo que vivia não era o que queria para a minha vida. Tinha me tornado alguém que nem eu mesma reconhecia.”

Ela, então, decidiu se entregar a Deus de fato. “Me batizei nas águas e chegou uma Fogueira Santa. Quando subi no Altar, literalmente, não era mais a mesma, pois minha mente e meu interior mudaram”, afirma. Em seguida, ela participou de um Jejum de Daniel. “Tive o meu encontro com Deus e, no último dia, alcancei o bem maior: o Espírito Santo”, declara.

Hoje, Jacqueline tem dentro de si a satisfação que tanto procurou. “Não preciso de drogas, amizades nem algo ou alguém para me sentir feliz. Meu relacionamento com meus pais mudou e temos uma vida inteiramente plantada no Altar. Tenho conquistado sonhos que antes eram impossíveis e me dedicado a ganhar almas. Agora posso dar aos outros a Vida que recebi”, finaliza.

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Colaborador

Flavia Francellino / Fotos: Cedidas