Mais de 1 bilhão de pessoas têm obesidade
Veja por que ela ocorre e o que fazer para lidar com essa doença crônica
Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo têm problemas de obesidade e controle do peso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS): 650 milhões de adultos, 340 milhões de adolescentes e 39 milhões de crianças. No ranking de 161 países que mais apresentam casos, o Brasil está na 10ª colocação: 53,8% da população é afetada, o que gera um impacto econômico de R$ 190,5 bilhões. Para piorar, as estimativas apontam que até 2060 o gasto brasileiro com a obesidade chegará aos R$ 220 bilhões ou 4,66% do Produto Interno Bruto (PIB).
Para alertar sobre a doença ocorre anualmente, sempre em 11 de outubro, o Dia Nacional da Prevenção à Obesidade. Para a endocrinologista Siomara Tauil, mais do que ficarem atentas à data, é preciso que as pessoas exerçam ações práticas para lidar com a doença: “é uma pandemia negligenciada há décadas. Muitas mudaram seus hábitos, pararam de caminhar ou de fazer atividade física, o que se acentuou ainda mais com a pandemia de Covid-19. Por conta do isolamento, elas ficaram em casa, passaram a comer mais e hoje vivem fazendo refeições rápidas (fast-food), o que influencia na alimentação dos filhos e no aumento de casos de obesidade”.
O descontrole do peso contribui para o surgimento de várias doenças: “quando se chega a esse nível está mais do que na hora de procurar ajuda”, diz Siomara. Ela ainda ressalta que, em muitos casos, a compulsão alimentar está associada a sentimentos de ansiedade, ao estresse e à depressão. “Como consequência, 75% das pessoas sofrem com um distúrbio químico nos mecanismos de saciedade e ganham muito peso, pois consomem mais calorias do que necessitam por dia, principalmente com doces e alimentos gordurosos, e isso afeta a autoestima delas. É preciso buscar tratamento multidisciplinar e consultar um psiquiatra, um endocrinologista, um nutricionista e um educador físico”, recomenda.
Embora muitos especialistas afirmem que a ocorrência da obesidade está relacionada ao fator genético, Siomara alerta que o problema também é comportamental: “as pessoas portadoras dos chamados genes da obesidade tendem a ganhar mais peso se não se exercitam ou não dormem o suficiente. Isso significa que, mesmo aquelas geneticamente inclinadas a acumular quilos a mais, podem modificar essa situação se comerem corretamente e praticarem exercícios”.
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