Mágoa: os sinais mais comuns

A Terapia do Amor mostrou como ressentimentos bloqueiam relacionamentos e impedem recomeços

Imagem de capa - Mágoa: os sinais mais comuns

A mágoa na vida amorosa é um problema silencioso que tem bloqueado a felicidade de solteiros e casados. Muitas pessoas sofrem, mas não conseguem identificar a origem da dor — e, sem diagnóstico, não há tratamento. Nesta quinta-feira (22), na Terapia do Amor, no Templo de Salomão, o Bispo Renato Cardoso e Cristiane Cardoso explicaram por que admitir a mágoa é o primeiro passo para a cura e para viver relacionamentos saudáveis.

O diagnóstico que muitos evitam enfrentar

Segundo o Bispo Renato, o maior obstáculo da mágoa é justamente reconhecê-la. “É mais fácil ajudar uma pessoa que admite que tem mágoa do que aquela que carrega esse sentimento, mas não o reconhece”, afirmou.

A dificuldade em assumir a mágoa ocorre porque o sentimento é visto como algo “feio”, especialmente entre as pessoas da fé. No entanto, o Bispo destacou que a mágoa é comum tanto fora quanto dentro da igreja — e, em muitos casos, mais intensa quando há expectativas elevadas em relacionamentos que deveriam ser seguros.

Quando a mágoa muda quem você é

Cristiane explicou que a mágoa não se limita ao fato que feriu a pessoa; ela provoca uma transformação interna. “A mágoa muda a identidade. A pessoa deixa de ser quem era: perde a leveza, a esperança e passa a viver olhando para o passado”, disse.

Esse sentimento faz com que a pessoa deixe de confiar não apenas em quem a machucou, mas em todos ao redor. O resultado é o fechamento emocional, a frieza e decisões tomadas com base na dor, e não na realidade presente.

Mágoa disfarçada

A mágoa raramente se apresenta de forma explícita. Muitas vezes, ela aparece mascarada por comportamentos e frases aparentemente inofensivas, como:

  • “Já superei, só não quero tocar no assunto.”
  • “Não tenho raiva, apenas prefiro distância.”
  • “Sou assim mesmo, mais frio.”
  • “Prefiro me afastar para não pecar.”

“Se realmente tivesse superado, a pessoa não evitaria o assunto nem reagiria emocionalmente ao reencontro. Por isso, se o passado ainda provoca reações intensas, a mágoa não foi resolvida”, alertou o bispo.

O impacto da mágoa nos solteiros

Entre os solteiros, a mágoa pode surgir não apenas por experiências traumáticas, mas também por frustrações acumuladas. Cristiane destacou que murmurações constantes e críticas a casais felizes podem ser sinais desse sentimento.

“Quando a pessoa não celebra a felicidade do outro e precisa desqualificar quem está melhor, isso já é mágoa crônica”, explicou.

Esse estado emocional leva ao medo de se envolver novamente, à busca excessiva por defeitos em possíveis parceiros e, muitas vezes, à culpa direcionada a Deus ou às circunstâncias. Tudo isso é um sinal de que a ferida ainda está aberta.

O impacto da mágoa nos casados

No casamento, a mágoa funciona como uma doença silenciosa. Mesmo quando o casal tenta recomeçar, ela permanece como um fator oculto que contamina a relação. “Enquanto a mágoa estiver no fundo do coração, o casamento nunca será pleno. Ela sempre volta à tona”, alertou o Bispo Renato.

Pequenas situações do dia a dia passam a gerar reações exageradas, pois a pessoa permanece emocionalmente “armada”, com gatilhos prontos para disparar. Portanto, reações desproporcionais a problemas simples indicam mágoa não resolvida.

Perdão: o único caminho para a cura emocional

A cura da mágoa, segundo os palestrantes, passa obrigatoriamente pelo perdão — que não significa esquecer, mas decidir não viver preso ao passado.

“Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.”

Miquéias 7:19

“Deus escolhe não se lembrar dos pecados já perdoados e convida o ser humano a fazer o mesmo: olhar para frente e iniciar uma nova história. O perdão é uma decisão que liberta quem perdoa e permite voltar a dar e receber amor”, reforçou o Bispo.

Ao concluir, o casal orientou que, uma vez diagnosticada e tratada, a mágoa deixa de controlar emoções, escolhas e relacionamentos. Com o coração curado, a pessoa se torna livre para viver plenamente a vida amorosa.

Participe:

Janeiro é “O Mês do Diagnóstico na Vida Amorosa”, para que você descubra o que lhe atrapalha, resolva e cure esta área da sua vida. Continue participando deste momento nas palestras da Terapia do Amor que acontecem toda quinta-feira no Templo de Salomão ou na Universal mais próxima. Clique aqui para encontrar endereços e horários.

imagem do author
Colaborador

Rafaella Rizzo / Foto: iStock