Rede aleluia
Mãe lutou na Justiça para tirar o assassino da filha do corredor da morte
São Paulo
Centro-Oeste
Distrito Federal
Brasília
Goiás
AnápolisGoiânia
Mato Grosso
Cuiabá
Mato Grosso do Sul
Campo Grande
Nordeste
Alagoas
Maceió
Bahia
Feira de SantanaIlhéusItabunaSalvador
Ceará
Fortaleza
Maranhão
São Luís
Paraíba
João Pessoa
Pernambuco
GaranhunsRecife
Piauí
Teresina
Rio Grande do Norte
Natal
Sergipe
Aracaju
Norte
Acre
Rio Branco
Amapá
Macapá
Amazonas
Manaus
Pará
Belém
Rondônia
Porto Velho
Roraima
Boa Vista
Tocantins
Palmas
Sudeste
Espírito Santo
Vitória
Minas Gerais
Belo HorizonteJuiz de ForaUberlândia
Rio de Janeiro
Angra dos ReisBarra MansaCampos dos GoytacazesMacaéRio de JaneiroVolta RedondaCabo Frio
São Paulo
AraçatubaAraraquaraBauruCampinasCaraguatatubaCatanduvaFrancaJaúJundiaíLimeiraMaríliaPiracicabaPraia GrandePresidente PrudenteRibeirão PretoSantosSão CarlosSão José do Rio PretoSão José dos CamposSão PauloSorocabaTaubatéVotuporanga
Sul
Paraná
CascavelCuritibaFoz do IguaçuLondrinaMaringáPonta Grossa
Rio Grande do Sul
PelotasPorto AlegreRio GrandeSanta Maria
Santa Catarina
BlumenauCriciúmaFlorianópolis

Notícias | 23 de Abril de 2017 - 03:05


Mãe lutou na Justiça para tirar o assassino da filha do corredor da morte

Você faria o mesmo por alguém que matou seu ente querido?

Mãe lutou na Justiça para tirar o assassino da filha do corredor da morte

Qual seria sua reação se um ente querido seu fosse morto de forma cruel? Perdoaria quem cometeu o crime, desejaria a pior condenação para ele ou lutaria para que ele tivesse uma segunda chance?

No dia 20 de julho de 2013 a norte-americana Darlene Farah (foto ao lado) teve a filha morta durante um assalto à loja em que ela trabalhava, na cidade de Jacksonville, na Flórida (EUA). James Rhodes, na época com 21 anos, entrou no local, rendeu a jovem Shelby Farah, de 20 anos, pegou todo o valor do caixa e disparou quatro tiros contra ela. Shelby não resistiu e morreu no local.

O assassino foi flagrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento e preso sob acusação de homicídio, assalto a mão armada e outros delitos. Com base em seus antecedentes criminais, os promotores pediram a pena de morte para ele.

No início do processo jurídico, Darlene demonstrava ódio pela aparente falta de remorso dele, mas queria entender por que James fez aquilo. Mesmo com a dor da perda da filha, Darlene perdoou o jovem e ainda interveio para que ele não fosse para o corredor da morte.

Sua mudança de opinião ocorreu quando conheceu a história do rapaz. James foi abandonado pela mãe aos 8 meses de idade e passou a morar com o pai, que era alcoólatra e dependente químico. Aos 5 anos o garoto foi encaminhado a um orfanato, onde ficou por muitos anos sem ser adotado. Até que, aos 9 anos, o garoto foi estuprado por uma criança mais velha e por uma assistente social.

O garoto (foto acima), que sofria bullying e maus-tratos, tinha uma ficha criminal extensa já na adolescência. Depois de conhecer a realidade do rapaz, Darlene conclui que ele era mais uma vítima do sistema. “Matá-lo não vai trazer minha filha de volta. Apenas perpetua o ciclo de violência, gerando novas vítimas”, disse ela em entrevista à BBC Mundo.

Darlene acredita que James deve enfrentar as consequências do que fez e ser responsabilizado, mas que matá-lo não vai honrar a memória de sua filha ou trazê-la de volta. Ela lutou durante quatro anos na Justiça contra a pena de morte de James, pois queria que ele tivesse a oportunidade de encontrar seu propósito de vida. O caso tomou proporção nacional e mais de 32 mil pessoas assinaram uma petição on-line que Darlene criou com um pedido para que a promotora não desse a sentença de morte ao rapaz.

E foi o que aconteceu. O rapaz se declarou culpado pelo assassinato e por outros crimes e recebeu duas penas de prisão perpétua, além de outra de mais 20 anos de prisão. Darlene achou que esse seria o melhor caminho para James.


Mãe lutou na Justiça para tirar o assassino da filha do corredor da morte
  • Por Michele Francisco / Fotos: Will Dickey 


reportar erro