Indígenas da aldeia Céu Azul Araú visitam o Solo Sagrado no Rio de Janeiro

Grupo de Maricá relata experiência transformadora ao ter contato com a Palavra de Deus

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No último domingo, 25 de janeiro, o Solo Sagrado do Rio de Janeiro recebeu uma visita diferente e, sobretudo, especial. Indígenas da aldeia Céu Azul Araú, localizada em Maricá (RJ), estiveram no local para um momento marcado por aprendizado, reflexão e experiência espiritual.

Eles participaram da reunião das 9h30 da manhã, ministrada pelo Bispo Gonçalves, que explicou que todos os presentes poderiam receber uma vida nova, mas que não dependia de Deus ou da Igreja, mas da fé de cada um.

Dessa forma, a visita representou mais do que um passeio; para muitos, foi o início de um novo entendimento sobre a fé e a importância da Palavra de Deus.

O primeiro contato com a Bíblia

Entre os visitantes estava Ernesto da Silva (foto acima), uma das lideranças da aldeia. Nesse contexto, ele contou que teve o primeiro contato com a Bíblia há pouco tempo, quando um pastor esteve na comunidade indígena e lhe entregou o Livro Sagrado.

“Eu nunca tinha tido uma Bíblia. Naquele momento, quando o pastor me ofereceu, eu aceitei e disse que iria ler. Ao abri-la, vi que ela fala de Deus, de Cristo, e isso despertou em mim o interesse de continuar lendo”, relatou.

Segundo ele, ao ouvir o Bispo Gonçalves pregar que a vida da pessoa muda se ela tomar uma atitude de fé, Ernesto se sentiu tocado por esta palavra: “Aqui a gente aprende, entende melhor e começa a pensar”, destacou.

Uma experiência que gera transformação

Durante a visita ao Solo Sagrado, na ocasião, o cacique da aldeia, Félix Karai (foto acima), afirmou ter se sentido tocado pela mensagem. De acordo com ele, a experiência trouxe alívio e clareza.

“Eu senti algo muito especial. Parece que a minha cabeça ficou mais aberta, mais tranquila. Isso me ajudou a sair das dificuldades. Fiquei muito contente”, disse.

A fala reforça uma das principais mensagens transmitidas durante o encontro: uma vida nova está disponível, mas a decisão de aceitá-la é pessoal.

O desejo de aprender mais

Para a esposa de Ernesto, o momento também foi marcante. Ela contou que já ouvia mensagens bíblicas pelo celular; no entanto, a visita despertou um desejo ainda maior de conhecer a Palavra.

“É a primeira vez que venho aqui e gostei muito. Quero voltar sempre”, afirmou.

Ao ser questionada se já possuía uma Bíblia, ela respondeu que ainda não; diante disso, fez o pedido com um propósito claro: “Quero receber para ler um pouco e entender mais”.

Em seguida, o pedido foi prontamente atendido, em um gesto simples, mas carregado de significado.

Gratidão expressa na língua guarani

Ao final da visita, Ernesto fez questão de agradecer. Em sua língua materna, o guarani, ele expressou gratidão pela recepção e pelo momento vivido no Solo Sagrado.

“Aguyje”, disse ele, traduzindo em palavras simples um sentimento profundo de reconhecimento e alegria.

A visita reforçou que a Palavra de Deus alcança todos, independentemente da cultura, da origem ou da história de cada pessoa — e que, quando há sede de aprender, sempre há resposta.

Assista o vídeo abaixo:

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Colaborador

Sabrina Marques / Fotos: Reprodução