Halloween: diversão inofensiva ou exaltação do mal?
Entenda o real significado dessa comemoração e por que ela é incompatível com a fé cristã
Morcegos, esqueletos, abóboras esculpidas com expressões assustadoras e… bruxas. Em qualquer outro contexto, esses elementos poderiam causar medo. No entanto, foram incorporados à cultura popular e hoje fazem parte da decoração e das festas de muitos brasileiros que aderiram ao Halloween.
Por trás das fantasias e dos doces, porém, existe uma temática ligada ao mundo espiritual. O problema é que, quando tudo isso é apresentado de forma divertida e aparentemente inofensiva, a questão espiritual acaba sendo deixada de lado. Crianças, jovens e adultos se envolvem com a comemoração sem refletir sobre aquilo que estão celebrando.
As raízes do Halloween
A origem do Halloween remonta ao Samhain, uma antiga celebração celta realizada há mais de dois mil anos. Segundo a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, a festividade marcava o fim das colheitas e era cercada por crenças relacionadas ao mundo espiritual. Acreditava-se que, nessa época, a fronteira entre o mundo dos vivos e o dos mortos se tornava mais próxima.
Algumas teorias apontam que fantasias eram usadas para afastar espíritos e que alimentos eram deixados do lado de fora das casas como oferendas. Com o tempo, esses costumes teriam contribuído para a tradição do “doces ou travessuras”, em que crianças passam de porta em porta pedindo doces.
Séculos depois, surgiu o nome Halloween, derivado da expressão inglesa All Hallows’ Eve, que significa “véspera de Todos os Santos”, em referência à noite de 31 de outubro, que antecede o Dia de Todos os Santos, celebrado pela Igreja Católica em 1º de novembro.
Não é só uma “brincadeira”
Embora atualmente o Halloween tenha sido incorporado à cultura como uma festividade, sua origem e seus significados não podem ser simplesmente desconsiderados. Como cristãos, somos chamados a analisar aquilo com que nos envolvemos e a discernir o que convém ou não, independentemente de sua aceitação pela sociedade. O apóstolo Paulo ensinou: “Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda a aparência do mal” (1 Tessalonicenses 5:21-22).
Pare e pense: você gostaria de trazer para a sua vida aquilo que o Halloween representa? Bruxas, monstros, esqueletos, morte e outros símbolos associados à comemoração? Se esses elementos visíveis já remetem ao medo, à morte e ao oculto, imagine a carga espiritual por trás deles.
O alerta vale ainda para os pais que incentivam os filhos a participar dessas comemorações na escola, muitas vezes sem considerar o que está sendo apresentado e normalizado. Ainda que a intenção seja apenas se divertir, o cristão precisa avaliar o significado daquilo de que participa.
Afinal, o mal deve ser combatido, não celebrado.
Halloween: como proteger as crianças?
Neste período, muitas escolas organizam atividades e festas ou incentivam os alunos a irem às aulas fantasiados. Saiba como agir nessas situações:
- Priorize o diálogo: explique de forma simples e acolhedora que não participar dessas atividades é uma escolha baseada na fé da família, e não um castigo.
- Não use o medo: em vez de assustar, ensine a criança a discernir. Mostre que os elementos associados ao Halloween não combinam com os princípios da fé cristã.
- Converse com a escola: informe-se sobre as atividades programadas e comunique com antecedência e respeito que seu filho não participará delas.
- Ensine a dizer “não”: ajude a criança a entender que manter suas convicções e não participar da comemoração não significa rejeitar os amigos.
- Ofereça alternativas: aproveite a ocasião para promover momentos em família, assistir a filmes com bons valores ou levar a criança a atividades da Igreja, como as promovidas pela EBI.
- Seja o exemplo: aja com coerência. Ao observar os pais praticando aquilo que ensinam, a criança entende que não se trata apenas de uma regra, mas de um princípio de vida.
Fonte: Viviane Cristina de Mello, responsável pela Escola Bíblica Infantil (EBI)
“Cheguei a me fantasiar de bruxa e até de diabo”

Eu participava de festas de Halloween sem saber o que a data representava. Para mim, era apenas uma brincadeira. Cheguei a me fantasiar de bruxa e até de diabo. Eu buscava nesses ambientes uma forma de aliviar o sofrimento que carregava. Era depressiva, ansiosa, chorava muito e ainda enfrentava o vício em bebidas. Tudo parecia ter uma causa física, mas a raiz era espiritual. Essa realidade só mudou quando cheguei à Universal e conheci o Senhor Jesus. Hoje tenho uma vida completamente diferente, livre de todo o mal e em paz.
Patrícia Queiroz Torquato da Silva, de 54 anos
Combate ao mal

Entre os dias 26 de outubro e 1º de novembro, acontecerá a Semana de Libertação & Batalha Espiritual, em todos os templos da Universal, com o propósito de combater o mal e buscar a libertação espiritual.
A cada dia, a luta será direcionada contra problemas e forças espirituais que atuam em diferentes áreas da vida, como finanças, saúde, vida amorosa e familiar. A programação também incluirá a libertação de maldições e a busca pelo Espírito Santo.
Encontre a Universal mais próxima em universal.org/localizar.
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