Fui demitido. E agora?
A demissão costuma surpreender e trazer impactos emocionais, mas a reação do profissional diante da situação pode acelerar ou retardar sua recolocação
Mensalmente, os órgãos governamentais destacam o número de contratações no País. No entanto, pouco se fala sobre o outro lado desse movimento: as demissões. Para se ter uma ideia, apenas no primeiro mês deste ano, o Brasil registrou a criação de 112 mil novos empregos com carteira assinada, resultado de 2,2 milhões de admissões e cerca de 2,1 milhões de desligamentos.
Por trás desses números, estão milhares de pessoas lidando com a perda do emprego, uma experiência que, na maioria das vezes, chega de forma inesperada. Mas o que poucos percebem é que a forma como o profissional reage a esse momento pode definir os próximos passos da sua trajetória e até mesmo o tempo que levará para se recolocar.
Ciclo de culpa e frustração
O trabalho ocupa um lugar importante na construção da identidade e do senso de valor pessoal. Assim, quando ocorre um desligamento, muitas emoções vêm à tona. “É comum que surjam sentimentos de frustração, insegurança e até uma percepção de fracasso. Isso pode gerar tristeza, angústia e questionamentos sobre a própria capacidade”, explica a psicóloga Donzilia Aveiro.
Na tentativa de entender o que aconteceu, muitos profissionais passam a reviver o momento da demissão, buscando explicações e possíveis erros. Segundo a psicóloga, esse movimento é natural do cérebro, mas a forma como esses pensamentos são conduzidos pode ajudar ou prejudicar o processo de recuperação.
“A reflexão saudável acontece quando a pessoa consegue olhar para a situação com mais distância emocional, identificar aprendizados e seguir em frente. Já a ruminação tóxica ocorre quando os pensamentos se tornam repetitivos, excessivos e marcados por autocrítica, sem levar a novas conclusões. Nesse caso, a mente fica presa ao passado, o que intensifica sentimentos como culpa, tristeza e ansiedade, dificultando a superação”.
Entre os sinais de que uma pessoa ficou emocionalmente presa à demissão estão a dificuldade de falar sobre o assunto sem reviver sentimentos intensos, como tristeza, raiva ou frustração. Também é comum haver resistência em seguir em frente, segundo a especialista.
Fugindo das armadilhas
Nesse momento, é preciso evitar cair em armadilhas como aceitar qualquer oportunidade para se reposicionar, se isolar do mundo ou ainda deixar de equilibrar os gastos. Organizar a vida financeira é essencial para dar ao profissional liberdade para buscar boas oportunidades, mesmo que isso leve um pouco mais de tempo.
“Tenha clareza sobre suas despesas essenciais, reservas e prioridades. É o momento de reorganizar o orçamento e criar um plano para transição. Essa condição gera, inclusive, equilíbrio emocional, preservando a tranquilidade e a dignidade”, explica Lúcia Helena Cordeiro, consultora organizacional.
Levantando a cabeça
Superar a demissão exige uma mudança na forma de encarar os fatos, deixando o vitimismo de lado e encarando o desligamento como o encerramento de um ciclo e não o fim da carreira profissional. “Busque enxergar essa situação como um convite à reinvenção. Ao usar esse momento para ampliar sua visão de carreira, o profissional pode ter uma verdadeira virada”, comenta Lúcia Helena.
Esse processo não precisa ser enfrentado sozinho; é importante contar com uma rede de apoio formada por amigos, familiares e pela fé. Aquele que conta com Deus alcança a cura de possíveis feridas que ficaram e crê que oportunidades ainda melhores surgirão.
Prosperidade com Deus
Para aprender a usar a fé para vencer a si mesmo e as dificuldades da vida profissional, participe da reunião da Prosperidade com Deus, às segundas-feiras, em todos os templos da Universal.
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