Famílias desestruturadas: como superar as marcas do abandono e dos traumas familiares

No Programa Entrelinhas, conheça a história de Rosilania Souza, que cresceu sem referências familiares e precisou enfrentar as marcas deixadas pelo abandono e pelos traumas da infância

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O Programa Entrelinhas deste domingo (2) abordou os impactos das famílias desestruturadas, em que a falta de diálogo, convivência e acolhimento deixa marcas profundas. Muitas pessoas carregam sentimentos de culpa, rejeição e conflitos familiares que afetam toda a vida. Foi o que aconteceu com Rosilania Souza.

A dor da alma a levou a arrancar o próprio cabelo

Ainda na adolescência, aos 13 anos, Rosilania enfrentou o abandono do pai e a rejeição da mãe. Como consequência, a dor emocional deu lugar à mágoa, que a levou a arrancar o próprio cabelo e até a tentar tirar a própria vida.

Ela conta que também desenvolveu um profundo complexo de inferioridade, o que intensificou ainda mais o sofrimento que carregava.

Ela não conseguia aceitá-lo como pai

Algum tempo depois, a mãe reatou o relacionamento com o pai de Rosilania, mas passou a sofrer constantes agressões físicas.

“Eu vi ele batendo nela, então a gente ia para cima dele e ali eu não falava com o meu pai, eu me isolava, ficava no quarto, porque eu não queria ter contato com o meu pai de forma alguma” afirmou.

O sofrimento se repetiu no casamento

Diante dessa realidade, na tentativa de fugir dos conflitos familiares e da dor que carregava, Rosilania decidiu se casar. No entanto, a realidade não foi diferente da que viveu na infância.

“O que eu vi a minha mãe passando, eu comecei a passar, porque a gente não sabia lidar um com o outro, então era muita briga, a ponto dessa pessoa chegar a me agredir e quando essa pessoa me agrediu, aí eu falei: “Não aceito isso. Como é que eu não aceitava com a minha mãe, e eu vou aceitar comigo? Ali arrumei minhas coisas e fui embora”.

A busca por uma saída sem Deus

Depois disso, tentando preencher o vazio que sentia, ela se envolveu com traficantes, vícios e más influências. Além disso, buscou ajuda no espiritismo para mudar sua realidade. No entanto, segundo ela, sua vida continuou a piorar.

No entanto, tudo começou a mudar quando, morando próximo a uma Igreja Universal, Rosilania decidiu participar de uma reunião realizada em uma tarde de domingo.

Ela relata que o que chamou sua atenção foi ter sido bem recebida. A partir dali, começou a se firmar participando das reuniões, se batizou nas águas e recebeu o Espírito Santo. Hoje, Rosilania afirma viver uma realidade completamente diferente. Sua transformação começou no interior e alcançou todas as áreas da vida.

“Hoje, o relacionamento com o meu pai é muito bom. A nossa convivência é boa. A minha mãe também, não tem nem o que falar da minha mãe, nós somos muito amigas, então tudo mudou”.

Como vencer os traumas familiares

Ao final do programa, o Bispo Adilson destacou a promessa registrada em Malaquias 4:6, mostrando que a restauração familiar vivida por Rosilania também pode alcançar todos aqueles que colocam a fé em prática.

Rosilania também compartilhou o que foi fundamental para vencer as mágoas e reconstruir sua história:

“O segredo é a gente se entregar para o Senhor Jesus. Colocar para fora esse sentimento, porque se a gente ficar guardando, isso só faz mal para gente mesmo e vai afastando da família. E aí eu coloquei tudo ali, eu pedi perdão para eles, para os meus pais e eu não quis mais carregar aquilo dentro de mim”.

“O Pai te convida”

Ao encerrar o programa, o Bispo Adilson reforçou o convite para todos que desejam recomeçar a vida com Deus e fazer dEle o seu Pai Celestial. Na ocasião, pais e filhos receberão uma oração especial pela restauração e fortalecimento dos lares. Participe neste domingo, 9 de agosto, no Templo de Salomão ou em uma Igreja Universal mais próxima de você.

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