Fake news: será que você já compartilhou?

Mais da metade dos brasileiros já espalhou notícias falsas sem saber. Entenda como evitar

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Pesquisa feita pela empresa de aplicativos para celulares PSafe mostrou que 55% dos brasileiros já repassaram fake news sem saber. Por que tanta gente ainda compartilha esse tipo de informação?

Atualmente, muitos brasileiros têm acesso a internet: já são três em cada quatro cidadãos com acesso às redes, todos eles expostos às notícias falsas, sobretudo pelas redes sociais – o espaço virtual mais usado para espalhá-las.

Um estudo divulgado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) concluiu que as fake news se disseminam pela internet seis vezes mais rápido que as notícias reais e em uma proporção muito maior. As notícias falsas se espalharam para até 100 mil pessoas, enquanto as verdadeiras raramente chegaram a mais de mil.

O MIT também detectou que os efeitos das fake news foram mais significativos para notícias relativas à política do que para as que falam de assuntos como catástrofes naturais, atos terroristas, descobertas da ciência ou finanças.

Segundo outro estudo, desta vez feito pelo Diretório Acadêmico de Gestão da Informação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), essa rápida disseminação de notícias falsas se dá por que a maioria dos usuários compartilha a notícia pelo fato de ela ser “bombástica” e, por isso, passa a informação para frente, sem analisar a veracidade do fato.

Por preguiça ou por vontade de aparecer, muita gente pratica um desserviço e prejudica a população, disseminando, por exemplo, rumores de que vacinas causam autismo, o que ocasionou o retorno de doenças já há muito tempo erradicadas e até mortes.

Por isso mesmo, a UFPE também elaborou dicas de como saber se uma notícia é falsa antes de compartilhá-la. Confira:

Avalie o site, a fonte (o especialista que deu as informações ao jornalista) e o autor do conteúdo. Muitos sites publicadores de fake news têm nomes e endereços parecidos com os de notícias (às vezes, mudam só uma letra). Verifique se o site é confiável e a sua missão. Veja se outros conteúdos dele também são duvidosos.

Sites que divulgam fake news costumam apresentar erros de português, de formatação, letras em caixa alta e uso exagerado de pontuação.

Atenção à data da publicação. Veja se a notícia ainda é relevante e se está atualizada. Alguns também usam fotos e vídeos de assuntos parecidos, mas relativos a outros casos do passado.

Muitas vezes, o título e o subtítulo não condizem com o texto e são colocados só para atrair. Leia a notícia até o fim.

Duvide se receber uma notícia bombástica que não estiver em outros sites de notícia.

Veja se não se trata de piada. Alguns sites de humor usam a ironia para brincar com um assunto.

Não confie em links compartilhados nas redes sociais. Vá à página oficial do site, clique na área de “pesquisar” e digite a palavra-chave da notícia.

Não compartilhe conteúdo por impulso. Antes, cheque se a informação é correta. Você é responsável pelo que compartilha.

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Autor

Marcelo Rangel / Foto: Getty Images