Eu tinha prazer em fazer maldade

Thayrone Souza passou por prisão, tribunal do crime e tiroteios, mas foi a depressão que quase tirou a sua vida

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Nascido no Rio de Janeiro, Thayrone Rodrigo Souza, de 35 anos, perdeu o pai na infância e contou pouco com a presença da mãe, que precisava trabalhar para sustentar sete filhos. “Cresci sem afeto familiar. A palavra mais carinhosa que eu ouvia era que eu era uma desgraça. Isso gerou uma revolta dentro de mim”, relembra.

Ainda na escola, o hoje empreendedor deu o primeiro trago no cigarro e, depois, conheceu o álcool e outras drogas. “Fui me envolvendo com coisas piores. Comecei com furtos, passei para o roubo à mão armada, até me envolver com o tráfico de drogas.”

Respirando violência

Buscando proteção, Thayrone recorreu a espíritos e rituais de “fechamento de corpo ”, como ele diz. “Minha cabeça virou. Me tornei uma pessoa extremamente violenta, eu tinha prazer em fazer maldade. Ao mesmo tempo, o vazio dentro de mim também aumentava.”

Depois de ser preso, alvejado pela polícia e passar até por um tribunal do crime, a depressão começou a dominar sua vida. “Tentei o suicídio duas vezes, até ser desafiado a ir a uma reunião da Universal. Eu culpava a Deus pelos meus problemas, mas decidi ir à igreja. Falei com Ele de forma sincera e saí com a paz que nunca tinha sentido”, lembra.

O crime perdeu

Embora não tenha passado a frequentar a igreja de imediato, a experiência não saiu da sua mente. “A droga já não me dava prazer e o ambiente em que eu vivia me incomodava. Até que eu decidi entregar as minhas armas e virar as costas para o crime. Cheguei à igreja decidido, me batizei nas águas e lutei para receber o Espírito Santo”, explica.

Colocando em prática os ensinamentos da fé, Thayrone não apenas saiu do crime, mas conquistou uma nova vida. “Hoje eu tenho paz, estou livre de vícios e da depressão, sou casado, tenho um filho e me tornei referência para a minha família. Deus transformou a minha história”, conclui.

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Autor

Cinthia Cardoso / Foto: Ozair Junior