“Eu queria uma mudança, mas não queria abrir mão da vida que eu tinha”
Enquanto Tatiane Zaminhani tentou combinar a Fé com sua própria vontade, sua vida só retrocedia. Saiba como ela conseguiu vencer a si mesma
Muitos caminhos levam uma pessoa ao mundo dos vícios. No caso de Tatiane Zaminhani, hoje com 36 anos, foi na escola que os amigos lhe apresentaram o cigarro e a bebida. O que começou como uma curiosidade ganhou espaço em sua vida e ela foi se interessando por substâncias mais fortes. “Eu já bebia em festas da escola e fumava o cigarro que meus pais tinham em casa. Com 15 anos passei a fumar maconha e logo comecei a frequentar as noites.”
Para manter o vício e uma vida de liberdade longe dos olhos dos pais, Tatiane começou a trabalhar bem jovem e buscava preencher seu interior com namorados que compartilhavam seus vícios. Entretanto os relacionamentos chegavam ao fim sempre pelo mesmo motivo: traição.
Em mais uma tentativa de ser feliz, Tatiane começou a namorar um rapaz que conheceu em uma das baladas que frequentou e, com esse relacionamento, vieram as raves (festas com música eletrônica que podem durar dias). Para ficar muito tempo acordada, Tatiane usava drogas sintéticas: lança-perfume, bala e LSD. “Com 18 anos eu já morava sozinha, tinha total liberdade para usar drogas e beber dentro da minha própria casa e fazer o que eu quisesse da minha vida, sem nenhuma privação”, relata. Ao lado do namorado, Tatiane foi além: “nós começamos a nos envolver com dinheiro falso. Trocávamos notas e usufruíamos desse benefício para comprar coisas para nós”.

Sua sogra já frequentava as reuniões na Universal e a convidou para participar. “Eu ia à Igreja no domingo, mas no sábado eu passava a noite na balada ou então eu ia à Igreja na sexta-feira e quando saía trocava de roupa dentro do carro e ia para uma festa com meu namorado. Eu queria uma mudança, mas não queria abrir mão da vida que eu tinha”, relata.
Sem uma decisão de Fé, Tatiane saiu da Igreja e viu mais um relacionamento terminar. “Aí a depressão tomou posse de mim de uma forma que eu não ficava sozinha de jeito nenhum. Então comecei a sair com mais de um homem por dia só para ter companhia.”
Apesar de tentar preencher seu interior com festas, bebidas, drogas e homens, dentro de casa sua realidade era outra: solidão. “Quando eu ia para as raves, naquela época, eu tinha um único pensamento: que eu iria morrer, mas quando eu tinha o desejo de me suicidar vinha o seguinte pensamento: ‘não faz isso. volta para a Igreja’”, detalha.
Em meio à depressão, Tatiane se lembrou do ex-namorado que tinha se entregado a Deus e tinha mudado de vida. Em busca da mesma mudança, ela passou a frequentar as reuniões, a levar a sério sua Fé e abriu mão de tudo que a ligava ao seu passado, inclusive amizades: “na minha mente, eu queria ser uma nova pessoa e abandonar a velha Tatiane. Foi aí que entendi o que era a entrega a Deus e me batizei nas águas.”
Esse foi seu primeiro passo de Fé. “Eu vi que precisava do Espírito Santo para ser guiada por Ele, permanecer na Fé e não voltar para o mundo por nada.”
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