“Eu não nasci com isso e não vou morrer com isso”
Gabriele Lima recorreu à fé e à oração para se livrar de uma doença incurável
Gabriele Lima é assistente social, tem 41 anos e mora em Salvador (BA). Em 2022, depois que passou em um concurso público, ela precisou realizar exames clínicos e, para sua surpresa, eles apresentaram alterações. “O hemograma revelou uma anemia muito alta, com hemoglobina em 7 gramas por decilitro (g/dL), quando o normal para mulheres é de 12 g/dL. Os médicos ficaram perplexos porque, apesar da gravidade da anemia, eu não sentia fraqueza, cansaço e falta de ar”, lembra.
Busca pela causa
Ela conta que, em virtude do problema, não pôde tomar posse imediata no cargo público em que tinha sido aprovada. “Passei por diversos exames médicos, como endoscopia e colonoscopia, para investigar sangramentos, mas nada foi encontrado, além de índices de ferro e ferritina baixos. Até a possibilidade de eu ter leucemia foi cogitada, em razão da anemia inexplicável. Por isso, fui encaminhada para uma consulta com uma especialista que, ao analisar os exames, apontou que eu tinha lúpus [leia mais sobre a doença no quadro abaixo]. Ela disse que essa era a causa da anemia”, diz Gabriele.
Cansaço e queda de cabelo
Com o passar do tempo, os sintomas da carência de ferro ficaram mais evidentes, como relata Gabriele: “Eu sentia cansaço e tive queda de cabelo. Como sou obreira, muitas vezes eu não tinha força física para poder evangelizar em dias de calor muito forte e me sentia mal até vestindo o uniforme. Mudei minha dieta e passei a tomar suplementação de ferro. A anemia melhorou tanto que a hemoglobina subiu para 11,5 g/dL, mas eu não aceitei o diagnóstico de lúpus. Decidi não voltar à médica nem fazer exames adicionais para identificar o tipo de lúpus que eu tinha”, admite.
O que é lúpus?
É uma doença inflamatória autoimune que pode afetar pele, articulações, rins e outros órgãos. Entre os sintomas incluem-se fadiga, febre, dor nas articulações, manchas na pele e sensibilidade ao sol. A enfermidade também pode causar anemia, por conta da redução da quantidade de hemácias ou hemoglobina, o que provoca cansaço, palidez e falta de ar. Não há um único exame para detectar o lúpus e o diagnóstico é obtido pela combinação de sintomas clínicos, com a realização de exames físico e laboratoriais, como o fator antinuclear (FAN), além de hemograma e exame de urina. Como essa condição de saúde não tem cura, o tratamento é paliativo e são usados medicamentos que controlam inflamações e crises para melhorar a qualidade de vida.
Fonte: Ministério da saúde
Exercitando a fé
Por frequentar a Universal desde criança e conhecer a Palavra de Deus, ela optou por usar a fé. “Apesar de ouvir de alguns familiares que tinha que aceitar a doença e que havia tratamento para controlá-la, eu pensei: ‘Eu não nasci com isso e não vou morrer com isso’. Comecei a usar diariamente a água consagrada nas reuniões de domingo na Universal. Durante a oração eu repetia a seguinte frase: ‘Eu não tenho lúpus. Eu não tenho doença autoimune’. Então, notei que a fraqueza intensa que eu sentia diminuiu com o decorrer do tempo e que meu cabelo voltou a crescer”.
Exame negativo
Apesar de acreditar em sua cura pela fé, ela ainda queria o diagnóstico médico para sacramentar o que sua fé já apontava. “Procurei um especialista ortomolecular que realizou uma nova bateria de exames. Após analisar minuciosamente tudo, inclusive hemogramas antigos, ele concluiu que eu não tinha lúpus. Ele também ficou surpreso e não tinha explicação para eu ter tido anemia severa sem uma doença grave subjacente”, revela.
A Mão de Deus
Gabriele pôde assumir seu cargo no serviço público e atribui sua cura à fé em Deus: “Eu senti um alívio imenso e muita gratidão. Tenho certeza de que foi a mão de Deus que agiu em minha vida. Não tenho mais anemia e minha qualidade de vida melhorou muito. Por isso, recomendo a quem enfrenta diagnósticos semelhantes a não duvidar da fé, a fechar os olhos e os ouvidos para tudo que possa desviar o foco da crença na cura e a confiar em Deus”.
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