“Eu não aceitava morrer com aquela doença”
Eliana Soares teve a certeza da proteção de Deus diante da morte
A analista de contas médicas Eliana Soares, (foto abaixo) hoje com 38 anos, nunca teve uma vida sossegada e fácil. Há cerca de cinco anos, ela, que é moradora de Salvador, na Bahia, mantinha uma vida agitada: trabalhava e estudava com afinco e sempre estava presente às reuniões da Universal. Contudo percebeu que estava perdendo peso muito rápido, se sentia fraca e achou que pudesse ser algo decorrente da sua rotina.

“Eu tinha muita sonolência, várias dores no corpo, principalmente na coluna, e os sintomas foram se intensificando. Resolvi procurar um médico e após realizar diferentes exames veio o diagnóstico: linfoma não Hodgkin, um câncer que ataca o sistema linfático. O meu era de grau 4, um tipo agressivo e em estágio avançado”, conta.
Vários órgãos dela já estavam afetados pela metástase. “O câncer tinha começado no baço e se espalhado para o pâncreas, o pulmão e três vértebras da coluna. Quando a minha médica me deu a notícia, não fiquei abatida. Lembro-me que fui ao banheiro e orei. Por mais difícil que fosse, eu sabia que iria sobreviver, pois já tinha visto a cura de muitas pessoas na Igreja”, recorda.
Mas o pior ainda estava por vir. Eliana, que é a caçula de uma família com mais três irmãos e uma irmã, decidiu fazer uma reunião para dizer a todos o que estava acontecendo. “Pretendia falar com eles no sábado, mas, antes, na sexta-feira pela manhã, chegou a notícia de que meu irmão mais velho havia se acidentado de moto. Ele faleceu no início da tarde”, lembra.
A mãe dela ficou muito abalada. “Ela é uma mulher guerreira e de fé, mas percebíamos que ela estava emocionalmente debilitada. Falei do câncer só para a minha irmã. Meu marido e meus outros dois irmãos só ficaram sabendo um mês depois. Para piorar, em menos de seis meses, morreram um tio e uma tia, irmãos da minha mãe. Como eu estava afastada do trabalho para tratamento, todo tempo livre que eu tinha era dedicado a ela”, relata.
Eliana conta que mesmo depois de a médica lhe explicar como seriam as reações do organismo, com perda de imunidade, náuseas e queda de cabelo, ela não conseguiu manter completamente os protocolos de cuidados com a saúde. “Eu tive o diagnóstico, mas agia como se não estivesse doente. Eu saía da quimio e ia orar na Igreja. Para que minha mãe não soubesse do câncer, eu comprei uma peruca com cabelos iguais aos meus. Depois, quando tive que ser internada, expliquei que era para tratar um problema de saúde e ela não desconfiou”, revela.
Toda vez que sentava na cadeira para fazer quimioterapia, Eliana diz que orava a Deus para ser fortalecida. “A médica disse que eu tive uma resistência muito boa durante todo o tratamento. Foram seis sessões de quimioterapia e mais 20 de radioterapia, mas, ao final delas, o câncer havia regredido pouco. A doutora queria fazer uma cirurgia para a retirada do baço e falou que a minha única saída seria um transplante de medula”, diz.
Eliana sabia que retirar o baço deixaria o organismo vulnerável a doenças. “Além disso, meus irmãos teriam que passar por uma série de exames para saber se seriam doadores compatíveis. Também não havia nenhuma garantia de que eu seria curada com o transplante. Eu saí da consulta, fui direto à Catedral e apresentei o meu caso no Altar. Disse a Deus que se Ele fosse verdadeiro que se manifestasse na minha vida. Eu não aceitava morrer com aquela doença.”
Eliana diz que a cura não foi instantânea. “Tive que perseverar muito por isso. Abandonei o tratamento, mas todos os meses eu fazia exames de sangue para verificar o número de neutrófilos e se estavam aumentando para o nível normal. Eu também não deixava de participar das campanhas como a Fogueira Santa”, completa.
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