"Eu me perguntava por que Deus tinha levado minha mãe"

Criada pela avó, Railane Cardoso sabia que era amada, mas não achava que o amor que recebia era suficiente. Até que duas letras mudaram tudo

Imagem de capa - "Eu me perguntava por que Deus tinha levado minha mãe"

Imagine ter apenas 6 anos e viver duas perdas: a da mãe, vítima de um abuso seguido de assassinato, e, logo depois, a do pai em um acidente.

Isso ocorreu com Railane Cardoso, de 32 anos, que trabalha com serviços gerais. Com a morte dos pais, ela e a irmã cresceram sob os cuidados da avó e conheceram a Universal durante a infância. “Sempre tive o amor de todos, mas me perguntava por que Deus tinha levado minha mãe tão cedo. Por isso, na adolescência, eu me afastei da Igreja e comecei a beber e a me envolver em vários relacionamentos como forma de preencher o amor que me faltava”, conta.

Em busca do amor

Railane se sentia vazia, seus sorrisos não eram verdadeiros e, mesmo que se divertisse nos lugares aos quais ia, nada era suficiente para aplacar a sua dor. Quando conheceu seu marido, ela conta que achou que tivesse encontrado o amor que sempre buscara, mas eles logo começaram a brigar porque ela era ciumenta, controladora, mentirosa e infiel. O casamento estava à beira da separação quando uma vizinha a convidou para ir à Universal e ela aceitou o convite.

Entretanto a prioridade dela na Igreja era receber as bênçãos. “Eu achava que o dinheiro resolveria tudo. Até que decidi ir aos domingos, às quartas e sextas e a mudança começou: parei de beber e de falar palavrões, deixei as más amizades e passei a dormir bem”, lembra. No entanto a verdadeira mudança só aconteceu quando ela reconheceu que algo ainda faltava.

“Se”

Durante uma pregação, o pastor falou de Deuteronômio 28:1, em que se lê: “E será que, se ouvires a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno …”. Segundo ela, a palavra “se” do versículo, formada por duas letras, a levou a compreender que conhecer o verdadeiro amor só dependia dela. “Entendi que, se fizesse como Deus estava pedindo e me entregasse completamente, eu teria uma nova vida. Larguei as dúvidas e o pensamento de que era incapaz de mudar. Passei a orar, a crer nas minhas orações e a obedecer em tudo. Comecei a buscar o Espírito Santo e, certa madrugada, O recebi. Eu sabia que, a partir dali, não estaria mais sozinha”, diz.

Uma nova Railane

Ao conhecer o amor de Deus, ela entendeu que nunca deixou de ser amada e agora se sente completa. “A Railane de hoje é forte, resistente e enfrenta as batalhas do dia a dia de cabeça erguida. Meus pensamentos são fortalecidos por Deus a cada dia e a paz de saber que estou no caminho certo não tem explicação”, conclui.

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Colaborador

Laís Klaiber / Foto: Maielly Rodrigues