“Eu falava: ‘câncer, você escolheu a pessoa errada’”
Conheça a história do Pastor Robson Henrique Ribeiro, que venceu um linfoma de Hodgkin
O Pastor Robson Henrique Ribeiro, de 30 anos, descobriu um câncer do tipo linfoma de Hodgkin, que afeta parte do sistema imunológico, há aproximadamente um ano e meio. Robson, que há 11 anos faz a Obra de Deus na Universal como Pastor – sendo seis deles na Inglaterra –, estava casado há apenas nove meses.
O Pastor somente procurou ajuda médica quando percebeu alguns caroços no pescoço. Fora isso, não sentia nada diferente. “Fui ao médico e logo realizaram uma biopsia. Foi quando descobriram o câncer.”
A doença de Robson já estava no estágio quatro, que é quando as células do tumor se espalham para outros órgãos ou para todo o corpo, o que é chamado de metástase. No caso do Pastor, o tumor já tinha se espalhado pelo pescoço, clavícula, pulmão e até o baço. “Eu e minha esposa jamais esperávamos passar por isso. Afinal, estávamos fazendo a Obra de Deus, vivendo uma vida de sacrifícios e muito felizes nos primeiros meses de casamento. Antes mesmo de pegarmos os resultados dos exames, já começamos a agir a nossa Fé. Nós tínhamos duas opções: ou viveríamos o que pregamos ou abandonaríamos a Fé de uma vez por todas. Continuamos fazendo as correntes na Igreja, os votos, os sacrifícios e as orações”, relata.
Robson explica que não aceitava ter que fazer qualquer tipo de tratamento, mas se recorda que quanto mais ele agia a Fé, mas a doença piorava. O Pastor conta que foi difícil ficar distante da Obra para poder se cuidar. “A todo momento eu falava: ‘câncer, você escolheu a pessoa errada’”, diz.

O tratamento
Foi preciso fazer quimioterapia. “Tudo estava acontecendo ao contrário do que eu gostaria, mas Deus iria nos honrar da maneira dEle”.
Foram seis meses de tratamento. Quem passa por esse processo, normalmente perde os cabelos e muito peso, tem enjoos, vômitos, diarreia ou constipação. “Fiz o tratamento todo por via intravenosa, o que já é um excelente sinal. Além disso, não fiquei careca, não perdi peso, não fiquei prostrado porque, na minha cabeça, eu já estava curado”, declara.
Segundo o Pastor, a médica que o acompanhava dizia que a eficácia do tratamento não era garantida, mas uma tentativa. Robson continuou a sacrificar, a fazer votos, correntes, orações e jejuns, pois cria que o que lhe traria a sua cura não seria o tratamento em si, mas Deus que, por meio dos médicos e das medicações, restabeleceria a sua saúde.
Ele não precisou fazer radioterapia, pois somente a quimioterapia tinha sido suficiente. “Então, o meu corpo respondeu totalmente ao tratamento. A doença foi controlada e todos os nódulos sumiram.”
O Pastor, que perseverou até alcançar a cura, relata que nunca deixou de agir a Fé e persistir nos propósitos e correntes da Igreja. “Minha esposa e eu vivemos de sacrifício em sacrifício, de Fé em Fé, e sei que foi por isso que Deus nos honrou. Claro que passamos momentos difíceis e lutamos contra pensamentos contrários. Chorei muitas vezes de revolta por estar passando por aquilo, mas a nossa confiança em Deus renovava nossas forças e nos fazia seguir adiante, crendo que um dia estaríamos contando este testemunho.”
Hoje o Pastor está curado e atualmente é responsável pelo trabalho da Universal do Colégio, bairro da zona norte do Rio de Janeiro. Ele finaliza com um alerta para quem passa por algum problema de saúde: “nem sempre as coisas vão acontecer da maneira que queremos ou esperamos. Vai acontecer da maneira que Deus permite, para fortalecermos e amadurecermos a nossa Fé, para obtermos experiência e podermos ajudar outras pessoas”, conclui o Pastor.
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