“Eu achei que tinha morrido e ido para o inferno”
Um problema aparentemente simples desencadeou uma sequência de acontecimentos que desafiou a fé do casal Antonio e Maria Mancini
Em 2025, o casal Antonio Mancini, 73 anos, e Maria Mancini, 71 anos, ambos aposentados, viveu uma experiência que transformou a rotina e colocou a fé à prova. Tudo começou nos primeiros meses do ano, quando surgiu no ouvido direito de Antonio algo que parecia uma simples espinha. Com o passar dos dias, Maria percebeu que a lesão crescia, tomando a forma de uma pequena bolinha. Preocupados, procuraram atendimento médico, mas, sem a realização de exames, foram informados de que não era nada grave.
Na noite de carnaval
A situação se agravou na noite de carnaval. Sensível a barulho, Antonio tentou dormir com um fone de ouvido com cancelamento de ruído.
Durante a madrugada, ao retirar um dos lados com força, acabou arrancando parte da lesão. O ouvido começou a sangrar intensamente. Maria conseguiu conter o sangramento e, no dia seguinte, voltaram ao hospital e, mais uma vez, foram informados de que não era nada preocupante.
Com o passar dos dias, a ferida não cicatrizava. Pelo contrário: crescia e avançava pelo canal auditivo, deixando a orelha cada vez mais inchada.
Ao retornarem ao médico, Antonio foi encaminhado a uma dermatologista que optou por não intervir e recomendou a avaliação de um otorrinolaringologista.
De volta ao hospital
Por um erro no prontuário, Antonio foi atendido inicialmente por um cirurgião geral, que explicou não poder realizar o procedimento. Após a correção, conseguiram um novo encaminhamento para um otorrino, em um hospital distante. Mesmo assim, Maria insistiu para que fossem.
No novo atendimento, cinco médicos analisaram o caso e acionaram um cirurgião. Diante do aspecto escurecido da orelha e do tamanho da lesão, foi solicitada uma biópsia com urgência. Ao ouvir o termo, Maria relembrou o período em que enfrentou um câncer, já superado.
Lidando com a notícia
Quatro dias após a coleta da biópsia, veio a notícia. Antonio estava com câncer de ouvido.
Câncer de ouvido
O câncer de ouvido é um tipo raro de tumor que pode atingir tanto a parte externa quanto a interna da orelha. Ele é mais comum no ouvido externo e no canal auricular, mas pode se espalhar para os ossos, nervos e para o ouvido interno. Embora possa surgir em qualquer faixa etária, sua incidência é maior em adultos e idosos.
Existem dois tipos:
- Câncer das células produtoras de cera de ouvido: surgem no terço externo do canal auricular;
- Câncer de pele: pode se formar na orelha externa ou dentro do canal auditivo.
- Entre os tipos de câncer de pele que podem acometer a região da orelha estão:
- Carcinoma basocelular (células basais);
- Carcinoma espinocelular (células escamosas);
- Melanoma.
Sintomas:
Em muitos casos, o primeiro sinal é a perda parcial de audição.
Quando relacionado ao câncer de pele, os sintomas costumam ser semelhantes aos observados em outras partes do corpo, como lesões inflamadas, pintas ou manchas com coloração, textura ou formato anormais, além de feridas que não cicatrizam.
Tratamento e prevenção:
O tratamento geralmente é cirúrgico e pode exigir a remoção da área afetada. Em casos mais avançados, podem ser indicados quimioterapia e radioterapia.
Para prevenir casos relacionados ao câncer de pele, é recomendado o uso diário de protetor solar com ação contra raios UVA e UVB, especialmente em áreas expostas ao sol. Já para outros tipos de câncer de ouvido, até o momento não existem métodos de prevenção comprovados.
Fonte: Grupo Oncoclínicas
A depender da extensão, poderia ser necessário retirar parte da orelha. O diagnóstico o abalou profundamente. “Ele disse que não iria mais sair de casa, nem ir à igreja com um pedaço da orelha cortada”, relembra Maria.
Diante disso, ela decidiu fortalecer a fé dos dois, mesmo quando a do marido parecia enfraquecida. “Falei com Deus e pedi a cura dele”, conta.
Enquanto aguardavam a cirurgia, Maria levava a água consagrada a Deus aos domingos na igreja para ele beber e os dois oravam juntos.

O milagre
Durante esse período Antonio permaneceu afastado da fé. Maria, porém, se manteve confiante em Deus. No evento Família ao Pé da Cruz, que aconteceu em abril de 2025, ela participou levando o nome do marido escrito na cruz e ali clamou pela cura dele.
Um mês após o evento, ocorreu a cirurgia e os médicos conseguiram remover todo o tumor sem retirar qualquer parte da orelha. Antonio conta que após a cirurgia, despertou em um quarto escuro. “Eu achava que havia morrido e que, pela escuridão, havia ido para o inferno. Não aparecia ninguém, então, naquele momento, me dei conta de que deveria pedir perdão a Deus pelas vezes em que O desagradei e, ali, me voltei para Ele.”
Pouco depois, as luzes se acenderam e as enfermeiras entraram no quarto, trazendo alívio e um novo olhar sobre tudo o que havia acontecido.
“Aquela doença foi uma lição que nos mostrou que Deus nunca nos abandona”, diz Maria.
Hoje, Antonio e Maria seguem firmes na fé e na vida em família. Para o evento Família ao Pé da Cruz de 2026, Antonio já garantiu suas credenciais e as de seus familiares. Para ele, a experiência deixou um aprendizado: qualquer doença ou dificuldade pode ser vencida quando colocada aos pés de Jesus.
A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.
Saiba mais
Leia as demais matérias dessa e de outras edições da Folha Universal, clicando aqui. Confira também os seus conteúdos no perfil @folhauniversal no Instagram.
Folha Universal, informações para a vida!
English
Espanhol
Italiano
Haiti
Francês
Russo