Eu achava que os meus pais não me amavam

O sentimento de rejeição marcou a infância de Erica Ribeiro e a levou a buscar a felicidade de forma equivocada, depositando suas expectativas em coisas e pessoas

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Nascida no Maranhão, a analista de crédito Erica Ribeiro, de 24 anos, cresceu com a ideia de que havia sido rejeitada pela família. “Eu achava que os meus pais não me amavam,” diz ela, que foi criada pela avó materna durante quase toda a infância.

Tentando preencher o vazio

Quando Erica tinha nove anos, ela e sua avó se mudaram para a capital de Tocantins, Palmas, onde passaram a viver perto da mãe da jovem. Com isso, Erica deixou de lado a impressão de que não era amada.

Contudo, ainda muito jovem, ela começou a ingerir bebidas alcoólicas, ir a festas e se envolver com rapazes para tentar ser aceita pelas pessoas. Essa escolha a levou a relacionamentos marcados por traições. “Eu me entregava para as pessoas, achando que seria amada e feliz.”

No fundo do poço

Aos 19 anos, Erica perdeu a mãe, que tratava de um câncer quando foi infectada pela covid-19. Segundo ela, o momento mais difícil ocorreu quando decidiu morar em outro estado com um companheiro. Enfrentando novas decepções amorosas, Erica passou a se refugiar ainda mais no álcool. Ela relata que chegou a enfrentar noites de medo e insegurança, sem poder dormir.

Encontrando a Deus

Diante da situação, ela terminou o namoro e voltou para Palmas, onde recebeu um convite para participar de um núcleo de oração. Apesar de ter abandonado a bebida e até se batizado nas águas, ela ainda não colocava Deus em primeiro lugar.

Tudo mudou quando ouviu uma palavra em uma reunião: Erica abandonou amizades e outro relacionamento, se batizou nas águas de verdade e passou a praticar a Palavra de Deus.

Depois de participar do Jejum de Daniel, ela recebeu o Espírito Santo no Dia de Pentecostes. “Hoje, eu não preciso de coisas e pessoas para me sentir bem ou amada, pois com o Espírito Santo eu sou realizada”, conclui.

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Autor

Thayná Andrade / Foto: Maielly Rodrigues